Comando prepara recurso
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terça-feira, 22 de janeiro de 2002
Luciano Augusto Reportagem Local 
O comando de greve da UEL informou ontem que irá recorrer da decisão do juiz substituto da 2ª Vara da Justiça Federal em Londrina, Dineu de Paula. Segundo um dos representantes do comando de greve da UEL, professor Kennedy Piau, numa avaliação preliminar, sua assessoria jurídica entendeu que a decisão é um cerceamento do direito de greve.
Com a volta ao trabalho de dois terços dos grevistas, o movimento perderia força de negociação, na opinião de Piau. Na greve das universidades federais, houve uma quantidade enorme de ações, eles recorreram e mantiveram a paralisação, comparou.
O reitor da UEL, Pedro Gordan, disse que a decisão da Justiça Federal será discutida na próxima reunião do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe), que acontece amanhã a tarde. O Conselho é que decidirá se vai ou não recorrer, pontuou o reitor. Mesmo assim, ele assegurou que vai iniciar os preparativos para retomar as aulas para os formandos já na próxima segunda-feira. Decisão de juiz não se discute, se cumpre, afirmou.
Ontem pela manhã, os servidores do Hospital Universitário (HU) e do Hospital de Clínicas (HC) da UEL fizeram mais uma assembléia. Eles decidiram manter o atendimento somente para os pacientes que correm risco de vida e os que chegam pelo Siate.
A presidente do Sindicato dos Servidores da Saúde (SinSaúde), Ana Maria da Cruz, argumentou que a decisão da assembléia dos servidores foi motivada pelas últimas ações do promotor de Defesa do Patrimônio Público, Bruno Gallati. Se houver qualquer medida judicial por parte da Promotoria Pública, a responsabilidade será do promotor, declarou o sindicato, em comunicado oficial. Hoje pela manhã, ocorre nova rodada de discussões entre os servidores da saúde.
Gallati, por sua vez, afirmou que o atendimento prestado pelos servidores do HU caracterizaria omissão e abuso do direito de greve. Ele avaliou que o atendimento aos pacientes deveria ser prestado por médicos e não por auxiliares de enfermagem, como vem sendo feito desde o início da paralisação. Recentemente, o promotor encaminhou requerimento ao Conselho Regional de Medicina, questionando a triagem feita no HU.


