Albari RosaMajor Betes, tenente-coronel Santos e coronel Kretschmer: não há envolvimentoO comando da PM paranaense negou que tivesse alguma ligação com o empresário Joni Rodrigues. O comandante interino da corporação, coronel Valdemar Kretschmer, disse que agentes da PM-2 nunca foram usados para apreender veículos em nome de Rodrigues. ‘‘Ele denegriu a imagem da Polícia Militar. É questão de honra para nós colocá-lo na cadeia’’, disse o comandante.
De acordo com o chefe da segunda seção da PM, tenente-coronel Itamar dos Santos, Joni Rodrigues tem outra condenação por estelionato em Marília (SP). Segundo Santos, ele foi condenado a dois anos e oito meses de reclusão. A PM só foi saber deste fato quando os problemas de inadimplência com os policiais começaram a aparecer.
O tenente-coronel Santos exibiu um depoimento que teria sido prestado por Joni Rodrigues em fevereiro deste ano quando o empresário reclamou que muitos policiais não haviam quitado as parcelas de seus veículos. Rodrigues informou ter recebido ameaças anônimas de morte. Com base nestas declaração, Santos disse que os policiais começaram a ser chamados para se explicar junto ao comando.
‘‘Deixar de saldar dívidas para nós é uma transgressão disciplinar e o policial é responsabilizado’’, disse o coronel Kretschmer. A partir dos depoimentos, o comando alega ter ficado sabendo das irregularidades cometidas por Joni Rodrigues nos planos de financiamento. ‘‘Se não houvesse o registro e o nosso pessoal não informasse, não teríamos descoberto isso aqui’’, afirmou Kretschmer.
Segundo o tenente-coronel Itamar dos Santos, nenhum dos agentes da PM-2 foi autorizado a ir até a residência de algum policial para apreender os veículos de Joni Rodrigues. Porém, ele admite que pelo convívio que o empresário tinha com o pessoal da corporação, isto pode ser possível. ‘‘A 2ª seção jamais fez isso. Agora se um policial foi a mando dele (Joni), nós não sabemos, mas como ele tinha um contato com a tropa há mais de dois anos, não é de se estranhar’’, reconheceu Santos.
Há duas semanas, policiais militares revoltados com o golpe que levaram invadiram a revendedora de Joni para tomar seus veículos de volta. O fato é confirmado pelo coronel Kretschmer e o tenente-coronel Itamar dos Santos. Kretschmer garante que Joni Rodrigues não recebeu o acobertamento de ninguém da corporação, apesar do empresário ser um foragido da Justiça em Marília, como a própria PM informa. ‘‘Fomos os primeiros a procurar o Joni. Quando uma equipe foi para prendê-lo, ele já estava foragido’’, disse Kretschmer.

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