O comando de greve transferiu a assembléia estadual de Campo Mourão para Londrina ontem, na tentativa de apoiar os grevistas locais ameaçados por uma possível intervenção do governo do Estado. Servidores e professores estão inconformados com a situação apontada no ofício do promotor de Justiça Bruno Galatti, onde o reitor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Pedro Gordan, é citado como ''refém do movimento de greve''.

A reunião, iniciada às 14h30, contou com representantes das universidades estaduais de Maringá (UEM), Ponta Grossa (UEPG) e Cascavel (Unioeste). Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos, Técnicos e Administrativos da UEL (Assuel), Itamar André Rodrigues do Nascimento, objetivo do encontro era tirar estratégias que impeçam qualquer intervenção. ''Um interventor usaria todas a pressões possíveis sobre os servidores. Isso compromete a autonomia da universidade'', afirmou Nascimento.

Para o presidente do Sindicato dos Professores de Londrina (Sindiprol), Cesar Augusto Caggiano Santos, há respostas para todos argumentos apontados pelo promotor. ''Temos uma preocupação com o HU (Hospital Universitário), com o vestibular e com a colação de grau. Estas questões foram discutidas no Conselho'', disse Santos, chamando a intervenção de ''ação política''.

Mesmo sob a pressão do Ministério Público, o comando decidiu manter a greve, que completa hoje 95 dias.

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