Comando e governo não chegam a acordo
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 07 de fevereiro de 2002
Andréa Lombardo Equipe da Folha 
Curitiba - Mais uma tentativa infrutífera de pôr fim à paralisação das universidades estaduais. Em reunião na tarde de ontem com o comando de greve, o secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Ramiro Wahrhaftig, reafirmou que o governo não está mais disposto a estudar a proposta de reestruturação do Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS). Por outro lado, os grevistas colocam a divulgação desse projeto como condição para voltar ao trabalho.
Wahrhaftig disse que o governo já fez sua parte se comprometendo a rever os pisos salariais dos servidores. A contrapartida dos professores e funcionários seria de retomar as atividades. Essa proposta valia até o final de janeiro. Agora não vale mais, declarou. Segundo ele, o governo continua repassando recursos para as universidades e os servidores estão recebendo salários sem trabalhar. A greve vai acabar. Se não por meio de acordo, por via judicial.
O governo, segundo Wahrhaftig, deve encaminhar, logo depois do fim do recesso da Assembléia Legislativa, projeto propondo a vinculação do orçamento das universidades ao recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). O governo aposta no aumento da arrecadação com o ICMS a partir deste ano para garantir a autonomia financeira das universidades.
O comando de greve ficou de repassar o posicionamento do governo nas assembléias regionais, mas, por enquanto, a decisão é de manter a paralisação. Estamos loucos para suspender a greve. Não queremos bater nenhum recorde, disse Luiz Fernando Reis, do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino Superior do Oeste do Paraná (Sinteoste).


