O comandante do 15º Batalhão da Polícia Militar, capitão Roland Wandembruck, tem uma visão bem diferente dos fatos e nega que tenha havido espancamento. ''Naquela tarde, recebemos uma denúncia anônima de onde Édson Dias estaria. Há seis meses ele realiza tráfico de drogas em Arapongas, e já existiam dois processos contra ele: um pelo homícidio de um policial em São Paulo e outro por tóxicos'', afirma o comandante.
Na tarde do incidente, Dias teria sido rendido pelas viaturas e a única violência que sofreu foi decorrência de sua resistência à voz de prisão. ''Ele estava com um revólver 38 e pedras de crack. No período em que teria ocorrido a tortura, eu estava no Batalhão o tempo todo. Tenho certeza de que não aconteceu nada e algumas pessoas parecem estar atrás de represálias'', diz Wandembruck.
''Não teríamos enviado o preso para um promotor se ele tivesse sido submetido a tortura. Arapongas não tem nenhum registro de espancamento de presos e eu tenho confiança absoluta nos policiais denunciados. Ninguém tem mais interesse do que nós na apuração rápida deste caso'', conclui o comandante.
O promotor Dênis Pestana não foi localizado para comentar as acusações da irmã e da esposa de Dias. A Folha enviou pedido de autorização ao Fórum de Arapongas para entrevistar e fotografar o funcionário público, que ainda está detido, mas o juiz de direito da Vara Criminal, Carlos Alberto da Costa Ritzmann, não havia apreciado o requerimento até o final da tarde de ontem.

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