Comando discute os novos rumos da PM
Da Sucursal
Kraw PenasFugitivoBenedito de Paula, advogado do PM Celso Nei Chaves, o terceiro homem do trio criminoso: cliente com 9 anos de corporaçãoOs casos recentes de violência cometida por policiais militares, no Paraná e em outros Estados, são um dos principais temas da reunião entre os comandantes das unidades da PM no interior, que começou ontem e vai até amanhã em Paranaguá, no litoral. Entre as medidas em discussão para diminuir o envolvimento de policiais em crimes estão a readequação da carga horária, com turnos de serviço menores, e o aperfeiçoamento do condicionamento físico.
O encontro, no Camboa Hotel, reúne os comandantes dos 15 batalhões do interior, dos dois batalhões especializados (rodoviário e florestal) e das companhias independentes da Lapa e União Vitória. São 19 comandantes com gerenciamento sobre 378 municípios do Estado, em ações de segurança, disse o comandante do policiamento do interior, coronel Valdemar Kretschmer, que coordena a reunião.
As reuniões entre os comandantes das unidades do interior ocorrem a cada três meses, para discutir problemas administrativos e operacionais. Esta, porém, ocorre num momento em que os noticiários dão destaque diário a ações violentas praticadas por PMs. Além dos casos de Diadema (SP) e Cidade de Deus (RJ), nos últimos dias apareceram quatro denúncias no Paraná: em Curitiba, Ibiporã, Jataizinho e Mandaguaçu.
Segundo o coronel Kretschmer, estão sendo realizados estudos de caso sobre os três episódios do interior. Ele acreditaque os casos noticiados não fogem à normalidade, considerando que a PM atende a 60 mil ocorrências por mês em todo o Estado.
O comandante do CPC disse que o sistema de formação dos policiais militares não está em discussão. Segundo ele, a PM paranaense já superou a fase em que seus quadros tinham baixo nível educacional e hoje os cursos de preparação incluem uma sólida formação sobre direitos humanos. O coronel lembra que as seleções para ingresso na PM têm atraído uma proporção superior a 10 candidatos por vaga, o que permite fazer uma boa selação.
Para Kretschmer, uma das causas do envolvimento de policiais em situações de violência é o alto nível de stress gerado pela profissão. Uma das propostas é fixar em seis horas o turno máximo de trabalho. Hoje, segundo o comandante, policiais chegam a fazer turnos de 12 horas. Krestschmer disse que o atual comando da PM também está readequando escalas para evitar que os policiais façam bicos. Outro aspecto que, segundo ele, precisa de reformulações, é a preparação física dos PMs.





