Representantes do comando de greve das universidades estaduais de Londrina (UEL), de Maringá (UEM) e do Oeste do Paraná (Unioeste) se reúnem hoje, às 14 horas, em Curitiba, com a direção-geral da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado, buscando definir uma metodologia de negociação que possa pôr fim à paralisação que já dura 51 dias. Até agora, as tentativas anteriores de acordo não foram suficientes para acabar com o movimento grevista de professores e servidores.

O presidente da Associação dos Servidores Técnico-Administrativos da Universidade Estadual de Londrina (Assuel), Itamar André Rodrigues do Nascimento, afirmou que a categoria vê a reunião com cautela, pois o secretário Ramiro Wahrhaftig não estará presente. Para o sindicalista, esse encontro serviria mais para acelerar o trabalho de negociação, já que os servidores pedirão regime de urgência na condução dos trabalhos de discussão. ''Esperamos que a partir daí possamos construir uma proposta juntos'', destacou.

Nascimento pontuou que enquanto o governo não apresentar uma proposta concreta aos servidores, a greve irá continuar. Os servidores pleiteiam uma reposição salarial de 50,03%, referentes aos últimos seis anos em que não tiveram reajuste.

Enquanto a reunião estiver sendo realizado, um grupo de grevistas promete fazer manifestações no Centro Cívico, em frente ao Palácio Iguaçu. As caravanas de Londrina, Maringá, Cascavel e Ponta Grossa pretendem promover uma passeata com caminhão de som. Entretanto, não dão detalhes sobre como irão proceder, temendo uma possível represália policial.

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