Maringá - Representantes do comando de greve da Universidade Estadual de Maringá (UEM) registraram ontem, na 9ª Subdivisão Policial, uma queixa por ameaça de morte. A diretora do Sinteemar, sindicato da categoria, Marta Beline, contou que na noite de anteontem, por volta das 21 horas, uma pessoa, provavelmente mulher, ligou querendo falar com a presidente Ana Estela Codato.
O telefonema, segundo ela, foi atendido por um professor que faz parte do comando de greve. Marta disse que quando ele respondeu que a presidente não estava, a pessoa fez a ameaça, que teria sido nos seguintes termos: ‘‘Então só fala para ela (Ana Estela) que se ela não fizer de tudo para acabar com esta greve, vai levar um tiro na cabeça e bem dado’’. Marta afirmou que em seguida os professores ligaram para a delegacia, sendo orientados a prestar queixa. Eles estiveram na delegacia acompanhados do advogado Fulvio Luiz.
Segundo a diretora, a ameaça trouxe receio aos integrantes do comando de greve. ‘‘Iniciamos algumas medidas preventivas de segurança, como a mudança na rotina dos diretores’’, disse Marta. Ela afirmou que a diretoria era acostumada a trabalhar de noite e nos finais de semana no sindicato. ‘‘Agora vamos rever algumas posições para evitar problemas.’’
Para Marta, a posição do governador Jaime Lerner (PFL), anteontem, ao declarar que espera uma reação da sociedade civil contra a greve, é uma maneira de ‘‘incitar a violência’’. ‘‘Acho que o governador usou mal as palavras, porque este tipo de declaração pode ser interpretado de qualquer maneira’’, afirmou a diretora. ‘‘Espero que o debate em torno da greve continue sem girar na roda da brutalidade.’’

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