O responsável pelo Comando do Policiamento do Interior (CPI), coronel Flávio Di Modesti, afirmou ontem em Londrina que ‘‘apóia todo tipo de reivindicação dos policiais militares por melhores salários, desde que de forma sadia e ordeira’’. Modesti se reuniu com oficiais para comunicar sua passagem para a reserva. Mas o encontro foi realizado no auditório do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), fora do 5º Batalhão de Polícia Militar (BPM).
O coronel reconhece que os salários dos PMs não acompanharam a ‘‘atual conjuntura nacional’’. Ele diz que as aspirações dos policiais são legítimas, mas acrescenta que as conquistas não devem ser conseguidas pela ‘‘força’’. Na opinião dele, o movimento das esposas é ‘‘equivocado, na medida em que cria obstáculos e compromete a segurança da população’’.
Mesmo sendo seu subordinado, Modesti não soube dizer quanto tempo ainda vai durar a licença médica do tenente-coronel Máximo Fim, que se afastou do cargo há cerca de três semanas.
As esposas dos PMs de Londrina e região se reúnem hoje às 19h30, na sede da APP-Sindicato. Segundo Vera Lúcia Rubbo, uma das integrantes do movimento, o objetivo é conscientizar as mulheres sobre a importância de manter as reivindicações. Conforme Vera Lúcia, o medo de represálias e perseguições fez com que as esposas se dispersassem. Ela informou que sábado e domingo haverá uma reunião em Campina Grande do Sul, Região Metropolitana de Curitiba, para discutir novas ações do movimento.

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