Os policiais que apareceram na televisão e em fotografias de jornais durante o protesto das mulheres, há duas semanas, serão identificados por um serviço de informação que existe no 5º Batalhão de Polícia Militar (BPM). A informação é do comandante do quartel, Robenson Máximo Fim, que ainda não recebeu a lista. Se haverá ou não punição ou algum tipo de providência contra os PMs identificados, isso ‘‘já é outra história’’, disse Fim.
Na opinião do comandante, Márcia Elias Marton foi ao lugar errado denunciar a perseguição de alguns oficiais aos PMS, especialmente após o protesto das mulheres. ‘‘Quem tem denúncia que vá à promotoria pública’’, afirmou. Máximo Fim disse que não tem nada a ver com as esposas de policiais, que podem falar o que quiserem. Segundo Fim, a denúncia de apenas uma pessoa não tem nenhum peso, já que existem na corporação ‘‘936 policiais.’’
Segundo Máximo Fim, a apresentação dos policiais no quartel todos os dias é necessário, para a própria segurança deles. ‘‘Quero ver como estão as viaturas, se estão com os pneus carecas’’, assegurou. O comandante do batalhão afirmou que não ‘‘tem mais paciência’’, que quer ‘‘parar com a hipocrisia’’ que ele tem visto e que a partir de agora, ‘‘escreveu não leu o pau comeu’’.
Durante toda a entrevista, concedida pelo telefone, o comandante do 5º BPM mostrou-se nervoso e dispensou tratamento grosseiro à reporter. Ele chegou a perguntar qual seria o ‘‘nível de escolaridade da repórter’’. (M.B.)

mockup