de Curitiba
O coronel Renildo Gonçalves da Silva, comandante do Policiamento da Capital, reconhece que enfrenta dificuldades para combater a criminalidade no sistema de transporte coletivo de ônibus em Curitiba. Ele informou que a Polícia Militar vem adotando estratégias para evitar assaltos, como o aumento do efetivo policial junto às estações tubos e às linhas de ônibus, numa ação conjunta com a Polícia Civil. Segundo ele, não fosse esse trabalho preventivo, os assaltos em ônibus seriam mais frequentes.
Segundo o coronel Renildo foram colocados mais de 300 homens da Polícia Militar nas estações tubos e nos pontos de parada das linhas com maior potencial de risco, como as que vão para os bairros do Tatuquara, Vila Sabará e Jardim da Ordem. Mesmo assim, admite ele, o trabalho não foi suficiente. Segundo o coronel, a circulação de dinheiro dentro dos ônibus e das estações-tubo é o principal chamariz para a ação de criminosos.
Em função disso, a Polícia Militar está tentando junto à Urbs que seja acelerado o projeto que substitui dinheiro por cartões magnéticos. Outra alternativa é a compra de bilhetes num local central, que possa ser melhor policiado. Para o coronel Renildo, enquanto os ônibus continuarem com cobradores recolhendo dinheiro dos passageiros vai ser muito difícil inibir os assaltos que ocorrem nas linhas de ônibus.
Segundo o chefe do CPC nos últimos 15 dias foram revistados 196 ônibus e 424 estações-tubo. Durante os primeiros cinco meses do ano, 7.468 pessoas que transitam pelo sistema de transporte coletivo de Curitiba foram abordadas pela polícia. Esse trabalho é feito por amostragem, sendo impossível abordar os passageiros dos 1.900 ônibus que transitam diariamente pela cidade, justificou o coronel Silva.
Outra estratégia adotada pela PM e que tem ajudado a inibir os assaltos, segundo o coronel, é uma ação conjunta com a Delegacia de Furtos e Roubos, em que um policial civil à paisana percorre as estações tubo e as linhas de ônibus de maior risco, para prevenir assaltos.

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