O papel do Conselho Municipal de Políticas Públicas sobre Álcool e Outras Drogas (Comad) é gerir todas as ações realizadas no município, incluindo o financiamento de instituições e fiscalização das mesmas, sejam credenciadas ou não. A presidente Ana Carolina Athayde explica que existe um fundo próprio do município, mas que o órgão busca recursos federais para atuar junto às demais entidades terapêuticas e ampliar os atendimentos psicológicos individuais.
''Hoje, temos financiados 40 leitos em comunidades terapêuticas, realizamos em torno de mil atendimentos ambulatoriais por mês, atendemos cerca de três mil pessoas através de grupos de ajuda mútua e promovemos uma média de 400 atendimentos psicológicos individuais por mês. Além desse número, as instituições que não são credenciadas ao Comad atendem muito mais'', contabiliza Ana Carolina.
Dez instituições são credenciadas ao Comad e todas trabalham com as famílias. Porém, nas entidades que não promovem esse trabalho coletivo, os familiares não deixam de ser assistidos, pois o órgão mantém uma parceria com outros programas para viabilizar esse atendimento. ''Como a gente trabalha com uma população muito variada, ainda que sejam dependentes químicos, cada um tem um perfil e uma necessidade específica. Por isso, buscamos oferecer uma variedade de atendimentos. E o desafio do Comad hoje é conseguir um aumento de recursos para ampliação das ações'', declara Ana Carolina.
No Centro de Atenção Psicossocial - Álcool e Drogas (Caps-AD), a procura é espontânea, mas geralmente é a família que leva a situação. ''Agendamos uma visita e vamos até a casa e tentamos envolver o usuário para o tratamento. Se a pessoa não quer vir, o trabalho com a família continua sendo primordial, porque há uma relação de codependência muito forte entre a família e a pessoa que está fazendo uso da substância.''
Serviço: O Caps-AD (Rua Otaviano Félix, 65) realiza reuniões abertas às famílias e usuários às quartas-feiras. Informações pelo fone (43) 3379-0877

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