Com van cheia, homem foge de fiscal
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quinta-feira, 26 de março de 2009
Fernando Rocha Faro<BR> Equipe da Folha 
Londrina - Um motorista do transporte escolar está sendo procurado pela polícia após fugir de uma fiscalização em uma van com cinco crianças entre 5 e 11 anos e agredir um agente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) no Jardim Santa Rita (Zona Oeste de Londrina). O filho dele e a monitora do veículo foram detidos e encaminhados para o 3º Distrito Policial.
A blitz ocorria na Rua Quintino Bocaiuva, por volta das 13 horas. Marcelo André Prone Pereira, 41 anos, não respeitou a ordem de parada e passou a ser perseguido pelo agente. De acordo com o funcionário da CMTU, a perua seguiu em direção ao Santa Rita, onde mora o motorista, "em alta velocidade e furando sinais vermelhos."
Ele guardou o veículo na garagem e entrou na casa com as crianças. Segundo o agente Rangel Carlos Maria, houve um bate-boca e um grupo teria chegado no local para ajudar o motorista. O funcionário da companhia foi atingido por socos e chutes, desferidos por Pereira, pelo filho dele, Diego, 18, e por supostos vizinhos. "Me defendi com o capacete. Se vou para o chão provavelmente só sairia daqui em uma ambulância", relatou. Outros agentes e policiais militares foram acionados. Pereira, no entanto, conseguiu escapar.
As crianças foram encaminhadas para o Conselho Tutelar e a van, recolhida pela polícia. Diego Pereira e a monitora Laís Ferreira, 23, foram levados para o 3º DP. O sargento José Rodrigues Reina explicou que o jovem foi preso pela agressão. Diego, no entanto, alegou que apenas tentou defender o pai. "Cheguei a dar um chute nele (Rangel), mas depois separei a briga", contou.
Em contato por telefone com a reportagem, Marcelo Pereira confirmou que deu "um tapa" no agente. Ele alegou estar sendo vítima de perseguição. "Ele me agrediu verbalmente e disse que ia apreender a minha van mesmo", criticou.
Segundo ele, o veículo está irregular porque tem mais de dez anos de fabricação e teria recebido um prazo da companhia para regularizar a situação. "Seria a terceira apreensão em dez dias. Não coloquei, porém, ninguém em risco", defendeu-se. "As crianças foram levadas para a casa dele sem a concordância dos pais", acrescentou o sargento Reina.


