Com salários atrasados, professores de creche filantrópica da zona norte entram em greve
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segunda-feira, 22 de abril de 2019
Rafael Machado - Grupo Folha 

Dez professores que trabalham no CEI (Centro de Educação Infantil) Milton Gavetti, na zona norte de Londrina, cruzaram os braços e não foram trabalhar nesta segunda-feira (22). A decisão foi tomada depois que eles souberam de mais um atraso nos salários, que não são pagos há dois meses. Com isso, cerca de 100 crianças estão sem aulas.
Representantes do Sinpro (Sindicato das Escolas Particulares de Londrina e Norte do Paraná) afixaram cartazes na frente da unidade comunicando a medida tomada pelos docentes. Segundo o presidente do órgão, André Cunha, os pais dos alunos foram avisados da paralisação desde a semana passada. "Há um impasse entre a entidade que mantém a creche e a prefeitura. Uma alega que não está recebendo os repasses e, por isso, fica inviável de pagar os funcionários. Já a outra afirma que não pode destinar o recurso, algo entre R$ 15 a 25 mil por mês, por problemas na documentação da instituição. Entre tantos argumentos, quem sempre sai prejudicado é o professor", disse. Cada profissional ganha em torno de R$ 1,5 mil.
A reportagem não conseguiu contato com os mantenedores do CEI. Em nota, a Secretaria Municipal de Educação informou que "repassa mensalmente o valor de R$ 21.483,00 (vinte e um mil, quatrocentos e oitenta e três), para 'utilização no objeto da parceria, de acordo com o plano de trabalho aprovado pelo órgão concedente'.
Devido a ausência da apresentação da Certidão Negativa de Débitos Relativos a Créditos Tributários Federais e à Dívida Ativa da União desde o dia 17/02/2019, ficaram suspensas a terceira e quarta parcelas do termo de colaboração. Esta é uma exigência da Controladoria Geral do Município, por conta de legislação existente. Temos acompanhado o empenho do CEI Milton Gavetti em regularizar a situação e, assim que a certidão for emitida, faremos os repasses".
Cunha explicou que o sindicato "acompanha de perto o impasse e trabalha para resolvê-lo o mais rápido possível". Ele informou que, desde o ano passado, tinha sugerido à prefeitura a implantação de um mecanismo mais eficiente de gestão das verbas destinadas às creches filantrópicas.


