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Londrina

Cidades

m de leitura Atualizado em 12/07/2022, 19:02

Com salários atrasados, merendeiras protestam em Londrina

Profissionais temem ficar sem pagamento até fim do contrato da terceirizada com a prefeitura, que vence em agosto

PUBLICAÇÃO
terça-feira, 12 de julho de 2022

Rafael Machado - Grupo Folha
AUTOR autor do artigo

Foto: Rafael Machado - Grupo Folha
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Vinte merendeiras que trabalham para a Especialy Terceirização fizeram um protesto barulhento na tarde desta terça-feira (12) em frente à Prefeitura de Londrina, na zona sul. Elas afirmam que ainda não receberam os salários de junho, que deveriam ter sido depositados até a semana passada. 

Cada profissional recebe em média R$ 1,3 mil, além de benefícios como vale-alimentação e ticket-refeição. O grupo se concentrou em frente ao prédio da administração municipal perto das 12h com cartazes mostrando a revolta com o atraso. 

Meia hora depois, elas seguiram para o gabinete do prefeito Marcelo Belinati (PP) na tentativa de conversar com ele. Foram recebidas por assessores, que informaram que o pepista estava em outra reunião e não poderia atendê-las. 

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Terceirizada admite atraso no vale-alimentação de merendeiras

Representantes da Secretaria Municipal de Educação recepcionaram as merendeiras e ouviram as reivindicações. O objetivo era saber o posicionamento da prefeitura diante da falta de respostas sobre os salários. 

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|  Foto: Rafael Machado - Grupo Folha
 

A secretária interina de Educação, Mariangela Bianchini, explicou que os pagamentos estão sendo repassados em dia para a terceirizada, que é do interior de São Paulo. Por mês, o poder público desembolsa R$ 537 mil pelo fornecimento da merenda, distribuída em 10 CMEIs (Centros Municipais de Educação Infantil) e 26 escolas da zona sul e nove CMEIs e 19 instituições municipais da região oeste. 

O contrato tem valor total de R$ 6,4 milhões e termina no dia 10 de agosto. A nova empresa que vai assumir o serviço não garantiu se vai contratar as trabalhadoras da Especialy.

DRAMA

Tomadas pela revolta, as merendeiras também não escondiam o desespero que vivem para pagar as contas. Claudinéia Moura disse que corre o risco de ser despejada. "Eu não paguei o aluguel desse mês e estou com medo de ser retirada da minha casa. O que vou fazer se não receber meu salário? Se não recebermos, o jeito é paralisar", comentou. 

Magda Dias da Silva era uma das mais exaltadas na manifestação. "A gente fica sem saber se vai receber. Agora tem essa questão do encerramento do contrato, que piora ainda mais a situação e aumenta nosso medo de ficar sem trabalho", lamentou. 

NA JUSTIÇA

O diretor do Sinterc (Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Refeições Coletivas e Merenda Escolar Terceirizada), Rodrigo César Lino, informou que a Especialy não deu prazo para resolver o problema. "Devemos entrar com uma ação na Justiça do Trabalho pedindo o bloqueio dos bens da empresa. Se houver decisão favorável, a prefeitura poderá repassar o dinheiro diretamente para as merendeiras", argumentou. 

A FOLHA procurou a Especialy Terceirização, mas não teve retorno. No mês passado, ela já havia atrasado o vale-alimentação e o ticket refeição, mas acabou pagando os benefícios. 

No início da noite, o sindicato informou que alguns pagamentos começaram a ser efetuados. A expectativa era que a regularização total ocorresse em pouco tempo. 

(Atualizada às 19h)

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