Com poucas linhas telefônicas, Disque-Procon deixa a desejar
Com poucas linhas telefônicas,
Disque-Procon deixa a desejar
Apenas 40% das
pessoas que procuram
o serviço pelo
telefone são atendidas
Guilherme Vieira
Conseguir falar com o serviço de atendimento telefônico do Procon-PR tem exigido uma boa dose de paciência. A responsável pelo Disque-Procon, Claudia Silvana, informou que essa dificuldade é resultado da falta de linhas telefônicas para atendimento ao público. Segundo Silvana existem apenas oito telefones em funcionamento, que permitem atender pouco mais de 40% das pessoas que procuram o serviço. Hoje atendemos 250 chamadas por dia das 8h30 às 18 horas.
Quem procura orientação discando o número 1512 do Disque-Procon, tem que ser persistente para conseguir informações. A reportagem da Folha levou duas horas e 15 minutos para conseguir um contato na manhã de ontem, só completando a ligação às 11h20. Depois disso, nenhuma outra ligação foi completada até meio-dia.
Essa realidade aponta que, mesmo com mais poderes, inclusive a possibilidade de aplicar multas, toda a estrutura do Procon-PR pode estar comprometida pela falta de um canal de comunicação mais eficiente com o consumidor.
Para reverter esse quadro o Procon está realizando um teste para contratar mais atendentes e pretende instalar outras oito linhas telefônicas. A previsão é que até o dia 10 de junho esse processo esteja concluído, permitindo atender 80% das pessoas.
Claudia Silvana acredita que a falta de estrutura do Disque-Procon pode ser minimizada se as pessoas consultarem o órgão enviando cartas ou comparecendo pessoalmente ao Procon mais próximo. Essa versão, no entanto, parece pouco provável ao se analisar os números das consultas ao órgão. De janeiro até abril deste ano, 75,36% das consultas foram feitas via telefone. Em um total de 16.474 casos registrados, 12.416 passaram pelo Disque-Procon e apenas 3.677 (22,32%) foram tratadas pessoalmente. O número de casos encaminhados por carta é ainda menor: apenas 381 (2,31%).





