Com palhaçadas, crianças aprendem a conviver
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quinta-feira, 26 de outubro de 2006
Silvana Leão<br> Reportagem Local 
Hoje é o dia. Depois de três dias de ensaios e muito riso, Suspiro, Pipoca, Pirulito, Lindinha, Pururuca, Peteleco e outros pequenos palhaços vão mostrar para seus pais e outros funcionários da Aesa Automolas, de Cambé (13 quilômetros a Oeste de Londrina) o que aprenderam durante oficina realizada para estimular a convivência social e a cidadania. A oficina de palhaço faz parte de um projeto maior, de integração e convivência da família com a empresa, que vem se intensificando desde o ano passado.
''Este tipo de atividade é uma forma de oferecer uma atividade de lazer no mês das crianças e estimulá-las a levar para casa conceitos de honestidade, participação na sociedade e cidadania. A expectativa é que tudo o que foi trabalhado aqui seja uma semente para germinar lá dentro da família'', explica a gerente de Recursos Humanos e coordenadora do projeto, Márcia Silva Barzon. As crianças foram ''brincar'' pela primeira vez na empresa no ano passado, quando a oficina de convivência foi baseada na exibição de filme infantil e sessões de desenho e modelagem.
Enquanto as 33 crianças - que são filhas ou parentes de funcionários - ensaiavam o espetáculo de hoje à tarde, aprendiam, sem perceber, que o resultado final vai depender do trabalho de todos, e que o respeito e a integração são tão importantes quanto conseguir arrancar o riso da platéia. ''Em três dias o aprendizado ficou bem visível. Na terça-feira havia desentendimentos entre eles, hoje (ontem) dá para perceber que a integração e o respeito entre eles é muito maior'', avalia a gerente, lembrando que o espetáculo tem como tema central ''Ser Honesto Vale a Pena''.
A idéia da oficina de palhaços foi do ator e diretor de teatro André Luiz Lima, que viu na arte de fazer rir um bom aprendizado de vida. Para as crianças menores, de até seis anos, Lima sugeriu uma oficina de pipa, que será realizada durante a tarde de hoje, antes da empresa ser invadida por uma turminha de narizes vermelhos que vai dançar, fazer piruetas, simular barulhentos tapas e, acima de tudo, encantar com as velhas e boas brincadeiras que nasceram nos picadeiros.
Na oficina de pipa, os pais devem entrar em ação. ''Selecionamos alguns que têm mais aptidão para trabalhos manuais, que prepararam a base das pipas. Durante a oficina, pais e filhos vão trabalhar juntos'', explica Lima, que pretende, com a atividade, estimular as brincadeiras em família.
Segundo a gerente de Marketing da empresa, Milaine Silva Bearzi, a empresa tem 180 funcionários, e cerca de 20% são mais antigos, e já não têm filhos pequenos. ''Acreditamos que a adesão vai aumentar com os anos'', diz Milaine.
Para a pequena Fernanda dos Santos, de 10 anos, mais do que tardes divertidas, o projeto está dando a oportunidade de conhecer melhor o local onde o pai trabalha. ''Eu tinha vindo poucas vezes aqui'', conta, revelando que vai usar várias técnicas aprendidas na oficina de palhaço para brincar em casa. ''Estou adorando tudo'', resume. O rápido curso de palhaçadas ficou a cargo da Cia. Tokpotok.


