Com o orçamento familiar em dia
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quinta-feira, 06 de setembro de 2012
Micaela Orikasa <br> Reportagem Local 
Tem muita gente que já perdeu o sono por conta das dívidas. Afinal, ninguém quer ficar no ''vermelho'' e comprometer o orçamento pessoal ou familiar. ''É um assunto que deixa muita gente em dúvida. Quem não souber controlar os gastos vai pagar por isso. Em casa, já ficamos várias vezes endividados por conta do cartão de crédito e agora só pagamos com dinheiro'', comenta a dona de casa Ana Cláudia Martins Mendes.
De acordo com o chefe do Departamento de Economia da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Azenil Staviski, atualmente 44% das famílias brasileiras estão endividadas e o grande culpado disso é o cartão de crédito. ''O erro maior é fazer várias prestações em lugares/lojas diferentes e não planejar o custo disso mensalmente, pois os juros de cartão de crédito são os mais altos'', explica.
Staviski também observa que as dúvidas mais comuns são justamente na hora de quitar o endividamento. ''Cada caso tem sua especificidade, mas todo mundo quer saber qual é o melhor caminho para acabar com as dívidas'', revela ele, ao afirmar que o primeiro passo é procurar um novo financimento com menos taxas e quitar primeiramente as dívidas mais altas. ''Se for possível, fazer um empréstimo entre familiares é a melhor saída. Caso contrário, faça orçamentos em bancos e financiadoras para saber qual é mais vantajoso'', indica.
Mas o velho ditado popular ''É melhor prevenir do que remediar'' também se encaixa perfeitamente em situações que envolvem dinheiro. Para isso, o especialista recomenda estabelecer prioridades na hora de comprar um bem durável ou de alto valor, principalmente nesta época do ano em que o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) é zero. ''Pesquisas mostram que em quatro anos a oferta de crédito no Brasil aumentou 77% para a população mais pobre. Isso significa que existe mais incentivo e oportunidade de compra para famílias de baixa renda. Porém, é preciso saber o que comprar'', afirma.
Depois de estabelecer a prioridade, Staviski orienta fazer uma cotação do produto em diferentes lojas. ''Verifique quais são os melhores preços e taxas de juros. Além disso, vale lembrar que não é aconselhável ter parcelas superiores a 20% da renda mensal nem fazer parcelamentos muito longos quando o produto não é por exemplo, um carro.''
O bancário Rafael Alves mora sozinho e aprendeu a equilibrar o orçamento. ''Nunca me endividei, pois uso internet banking para controlar os gastos no cartão e criei uma planilha onde coloco minhas despesas fixas e por isso, sei quando e quanto posso gastar com compras'', conta ele, que também aprendeu direitinho uma lição. ''Quando compro algo mais caro espero quitar todas as parcelas para depois fazer outro gasto de alto valor'', diz.
Serviço - Mais informações sobre finanças e modelos de planilhas podem ser encontrados em www.brasil.gov.br/sobre/economia/educaçãofinanceira



