Com menos dinheiro, mulheres investigam por conta própria
Kraw PenasO advogado Geraldo Doni Júnior, com a foto da cliente espancada depois de ter descoberto que o marido a traía: as mulheres vão atrás das informações por conta própriaSocos, pontapés, três dentes a menos na arcada dentária superior e o fim melancólico de um casamento. Assim terminou a investigação feita por uma mulher casada com um empresário de Curitiba. Ela se protege com o sigilo, a mesma arma usada pelos detetives. E foi com técnicas semelhantes às de um detetive que ela viajou até Santa Catarina e descobriu que o companheiro tinha uma amante. Além de traída, ainda foi surrada depois de revelar a descoberta.
O caso não é incomum. Por causa da dependência econômica, as mulheres não conseguem contratar o trabalho dos detetives particulares e acabam fazendo o serviço por conta própria. Os grandes detetives são as próprias mulheres, afirma Geraldo Doni Júnior, advogado da vítima, que está acostumado a contratar o trabalho de detetives particulares. Elas (as mulheres) vão atrás, embora não tenham dinheiro.
O detetive Marcos Turbay confirma a versão do advogado. As mulheres procuram mais os serviços de espionagem, mas não tem dinheiro para pagar, constata ele, em cuja carteira de clientes constam nove mil advogados. As ligações de mulheres são diárias, mas de cada dez casos em que somos contratados, em oito os clientes são homens e apenas dois são mulheres, revela.
Tanto o advogado quanto o detetive destroem o folclore de que os homens traem mais que as mulheres. Homens e mulheres traem da mesma forma, mas a mulher planeja tudo. O homem é mais bobão, acredita Turbay. Para Doni, as mulheres escondem-se quanto têm relacionamentos extra-conjugais. Os homens, ao contrário, parecem ter necessidade de mostrar.(J.A.)





