Os moradores do conjunto Luiz de Sá (zona norte), onde está localizado o 5º Distrito Policial, estão reivindicando a proteção da Polícia Militar para poderem viver mais tranquilos. ‘‘Não há quem aguente. Toda hora tem fuga. A gente fica com medo’’, reclama a dona-de-casa Dorcelina da Silva Cavalheiro, de 67 anos. Moradora do conjunto Luiz de Sá, ela tem de passar em frente ao 5º DP para chegar em casa. Preocupada, ela conta que mora apenas com seu marido e ‘‘morre de medo’’ de ficar sozinha na casa. ‘‘Além de ter muita gente presa no distrito, nunca tem policiamento para garantir a nossa segurança.’’
Segundo o pastor da Igreja Missionária Peniel, Edson Oliveira Filho, a reclamação é unânime entre os moradores do bairro. Ele também mora perto do 5º DP e acredita que deveria ser implantado um sistema de policiamento no local. ‘‘A PM afirma que não tem efetivo suficiente para atender os distritos, mas a situação é grave e coloca em risco a vida de muita gente inocente.’’
O pastor evidencia que o distrito fica próximo a duas igrejas (uma católica e outra evangélica) e no mesmo quarteirão do colégio estadual Ruth Lemos. ‘‘Na área onde fica o distrito o trânsito de crianças e estudantes é grande. Só isto deveria fazer a PM e a Polícia Civil repensarem o sistema de guarda dos distritos. Pelo menos enquanto a Cadeia Pública não fica pronta.’’ O projeto da Cadeia Pública prevê uma estrutura com capacidade para receber 300 presos - quatro por cela, o que desafogaria os distritos.
O delegado do 5º DP, Algacir Antônio Ramos, confirma a insegurança do distrito. ‘‘Não há como negar a situação precária. Mas a solução definitiva só virá com a construção da Cadeia Pública.’’ Segundo um levantamento da Polícia Civil, nos últimos meses houve um aumento de 20% na superlotação dos distritos policiais da Cidade. Muitas pessoas presas nos distritos já foram julgadas e condenadas e mesmo assim aguardam, durante meses, pela remoção para um presídio do Estado.
(Célia Baroni)

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