Como alternativa para desatar o nó do círculo vicioso entre número reduzido de usuários e preço alto da tarifa, várias entidades de nível nacional estão buscando formas de viabilizar o aumento do número de passageiros.
A tarefa, no entanto, não é simples. O barateamento e as facilidades para compra de carros e motos, o crescimento dos índices de desigualdade social e a disseminação de serviços como o mototáxi são apontados como fatores que contribuem para a queda da quantidade de passageiros.
Os grupos de trabalho são associações de prefeitos, secretários dos transportes, empresas de transporte coletivo e usuários. A meta de todos é encontrar soluções para baratear o preço das viagens. Para incluir mais passageiros, é necessário trazer para o sistema quem não usa ônibus por opção. E são muitos. ''Hoje é possível para bastante gente ter acesso ao veículo. O sonho de todo mundo não é andar de ônibus mais barato, o sonho é ter o veículo próprio'', afirma o presidente da CMTU, Gabriel Ribeiro de Campos.
O consequente aumento de tarifa gera um efeito perverso. O passe mais caro não pode ser comprado por grande parte da população que, sem alternativa, recorre à bicicleta ou anda a pé. O alto número de mototaxistas, estimado em mais de 700 entre regulamentados e clandestinos, também tira público dos ônibus.
O Plano Diretor de Transportes, que está em fase de elaboração, pretende contabilizar quantos londrinenses estão nessa situação. Campos antecipa, porém, que a meta é aumentar o número de viagens em cerca de 20%.

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