Com estrutura precária, centro cultural faz dez anos
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terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
Viviani Costa<br>Reportagem Local 
Londrina "Chove mais dentro do que fora", resume a presidente da Associação Cristã de Mulheres In Casa de Talentos, Gislaine Dias Elias. O grupo oferece cursos profissionalizantes para cabeleireiras e costureiras no Centro Cultural Lupércio Luppi, na zona norte de Londrina, que completa dez anos em 2014. A estrutura do imóvel é precária, com mofo nas paredes, falhas no telhado e problemas no encanamento dos banheiros. Ainda assim, mais de 70 alunos frequentam o espaço em busca de qualificação.
Na outra sala destinada às aulas de balé, o calor também incomoda. Há apenas uma janela pequena para ventilar o local. Peças feitas com madeira compensada que foram colocadas no forro estão estufadas por causa da umidade acumulada no telhado. Algumas delas chegaram a se desprender do forro, mas ninguém se feriu. Rachaduras em uma das paredes preocupam os professores. Aproximadamente 100 crianças e adolescentes participam das atividades. "O espaço é ótimo, mas é preciso reformar e fazer a manutenção constante", comenta a professora de balé, Rosângela Pereira, que atua no local há mais de seis anos.
A equipe também precisa monitorar atentamente a previsão do tempo. "Quando chove, a gente corre para arrastar as estantes da biblioteca. A gente já tentou deixar os móveis na mesma posição, mas, parece brincadeira, as goteiras nunca ficam no mesmo lugar", explica o coordenador do Centro Cultural Lupércio Luppi, Carlos Delfino.
O acervo da biblioteca conta com mais de 11 mil livros. Segundo Delfino, o centro cultural nunca passou por uma reforma geral. "Em janeiro, a prefeitura fez a pintura, uma revisão na estrutura elétrica e hidráulica e reparos no telhado nesta parte da biblioteca, mas o forro já está com mofo novamente", aponta.
A equipe já solicitou as adequações, mas a Secretaria Municipal de Cultura, responsável pelo local, não possui orçamento suficiente para fazer as reformas. O centro cultural também abriga um posto de atendimento da prefeitura, oficinas da Escola de Circo e computadores com acesso à internet.
Supermercado
O imóvel onde funciona o centro cultural já foi abrigou um supermercado. Segundo Delfino, foram construídos anexos laterais ao prédio central e um espaço coberto. "O que precisava ser feito aqui é um telhado único para os três prédios. A água que cai nas laterais vai para o imóvel central e o projeto não contempla a parte de escoamento. A gente não sabe para onde vai essa água da chuva e os engenheiros que estiveram aqui também não conseguiram descobrir", destaca.


