Com dificuldades, entidades esperam verba de novembro
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sábado, 06 de janeiro de 2001
Érika Pelegrino de Londrina 
O secretário de Fazenda do município de Londrina, Paulo Bernardo, comprometeu-se ontem a pagar no dia 11 de janeiro os R$ 141 mil referentes ao mês de novembro devidos às 120 entidades assistenciais de Londrina. O valor equivale a 32% do total repassado mensalmente às entidades através de termo de parceria firmado com a prefeitura. Os outros 68% foram pagos pela gestão passada em dezembro.
A verba de dezembro, que vence em 15 de janeiro, ainda não tem data prevista para pagamento. Segundo Paulo Bernardo, também não está definido como serão efetuados os repasses a partir de fevereiro, já que a Ação Social e a Educação pretendem fazer algumas adequações no setor de creches.
Desde maio do ano passado, o repasse para as entidades, que corresponde a 40% dos gastos de cada uma, era efetuado em parcelas, o que desencadeou uma série crise no setor. Um dos mais prejudicados é o das creches. Londrina tem hoje 58 creches em termo de parceria que atendem sete mil crianças entre 0 e 6 anos.
Segundo a presidente do Fórum Permanente de Entidades Assistenciais de Londrina, Itamar Kedma Helene Alves, os gastos com uma criança no berçário é de R$ 130,00, a prefeitura repassa R$ 60,00. Manter cada criança com idades entre 3 e 6 anos custa R$ 90,00 e o município paga R$ 40,00.
Para agravar a situação, a grande maioria das empresas e indústrias de Londrina, que empregam mais de 70 mulheres, não oferecem creche para suas funcionárias, contrariando lei federal. Esta demanda acaba sendo absorvida pelas creches públicas. Segundo a presidente do Fórum, o correto seria a criação de um vale creche. As empresas deveriam fazer um convênio com as creches e custear os filhos de suas funcionárias, afirmou.
Além das 58 creches em termo de parceria, o município tem 12 centros de integração infantil mantidos totalmente pela prefeitura e que atende 860 crianças de 0 a 6 anos. A secretaria de Educação, responsável por estas creches, não soube informar quanto custa cada criança nestes centros.
A falta de verba também coloca em risco a Escola Oficina, que atende 190 crianças e adolescentes que vivem nas ruas em situação de risco. Além dos repasses atrasados, a prefeitura tem uma dívida de R$ 30 mil pela compra de pães na padaria da Escola. A entidade mantenedora da Escola Oficina, a Associação da Criança e do Adolescente de Londrina (Acalon), deu férias coletivas para os funcionários como medida de contenção de despesas.


