A pernambucana Maria Therezinha de Lima, 57 anos, mora há 50 anos em Londrina e há 20 trabalha como ambulante na Avenida São Paulo, em frente à Praça Rocha Pombo, no Centro. No carrinho, cachorros-quentes, x-búrgueres e x-saladas. Para conseguir o alvará de funcionamento, Maria fez o curso de higiene de alimentos oferecido pela vigilância sanitária, mas ainda assim não usa luvas.
''Uso touca e avental, mas não luva. Mas não tem problema porque pego o lanche com o saquinho, não pego direto com a mão'', justifica.
Para Maria, o fim de ano é a melhor época para os negócios. ''Chego a atender 150, 200 pessoas por dia. É muita gente. Mas nos outros meses cai para 70, 80 clientes.'' Ela já chegou a receber até R$ 500 num único dia de serviço.
A ambulante também costuma utilizar o banheiro da galeria da Rua Benjamin Constant e lava as mãos num balde com água e detergente que fica ao lado do carrinho. ''É tudo limpinho. Preparo tudo no estacionamento onde o carrinho fica parado. Chego às seis e meia da manhã, compro as verduras da salada num comércio que tem ao lado do estacionamento e faço tudo na hora'', conta Maria, que trabalha sozinha, das 9 às 18 horas, diariamente.
Com o dinheiro dos lanches ela sustenta o filho e os cinco netos, que moram no Conjunto Mister Thomas, na Zona Norte. ''Dá muito trabalho. Eu mesma comprei o carrinho e hoje pago minhas contas. A gente sofre, mas é assim, daqui que vou vivendo.'' (M.G.)

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