Com chuva, estrada esburacada complica a vida na zona rural
Com chuva, estrada esburacada
complica a vida na zona rural
Passagem de veículos é quase impossível em Guairacá e Paiquerê. Situação prejudica agricultores e estudantes
Osmani Costa
Dorico da Silva
Perdas e danosOperários municipais tentam fazer reparos em estrada da zona rural: buracos, inundações e entupimentos prejudicam produtoresAs chuvas voltaram nos últimos dois dias à zona rural de Londrina, prejudicando agricultores, pecuaristas, comerciantes e estudantes que usam a estrada de terra que liga o Patrimônio Guairacá ao Distrito de Paiquerê (zona sul).
Na estrada, o trânsito de automóveis, caminhonetes, caminhões e ônibus está praticamente impossível, em consequência do grande número de buracos causados pelas enxurradas. O pior trecho fica perto de Guairacá, onde há pouco mais de um mês houve a abertura de um enorme buraco devido ao entupimento de um bueiro e alagamento.
Os funcionários da Secretaria Municipal de Obras estão no local, realizando reparos e construindo um aterro sob o qual haverá canalização que objetiva evitar futuras inundações. Ontem, era difícil a passagem de veículos naquele local.
O Sindicato Rural de Londrina, que iniciou em abril um completo levantamento das condições de uso das estradas rurais do município, tem recebido constantes reclamações de produtores da região de Guairacá e Paiquerê, onde destacam-se as culturas de soja, trigo, milho e a bovinocultura leiteira.
Há muitas reclamações, todos os dias. Já fizemos contatos com a Secretaria de Obras e a prefeitura, mas ainda aguardamos providências, diz Durvalino Suriano dos Santos, coordenador do programa do Sindicato Rural para a solução dos problemas das estradas locais.
Segundo Durvalino dos Santos, as centenas de famílias moradoras da região necessitam muito da estrada, não só para o escoamento da produção agrícola, mas também para o acesso dos alunos às escolas.
Outra atividade bastante prejudicada pelas más condições da estrada é a da extração de areia nos cinco portos que funcionam no Rio Tibagi, a 2 quilômetros de Guairacá.
Nossos negócios ficam à mercê da chuva. É uma situação muito complicada. Nossos caminhões, motoristas e outros funcionários ficam parados sempre que chove, e não podemos trafegar para Paiquerê e Londrina. O prejuízo é grande, diz um proprietário de empresa que extrai areia no Tibagi e comercializa em Londrina.
Ele prefere não ser identificado para evitar perseguição ainda maior das autoridades.
O secretário de Obras, José Righi de Oliveira, não foi localizado ontem pela Folha e não deu retorno às ligações telefônicas do jornal.





