'Com certeza estaria morto, como meu irmão'
Com apenas 16 anos, Lucas já têm muita história no currículo. Infelizmente, a maioria não é boa. De família humilde, foi abandonado pela mãe ainda aos 11 anos. Morando com o pai e o irmão, não conseguiu controlar os desejos e rebeldias da adolescência e aos 12 anos estava envolvido com o crime. ''Comecei a roubar e logo fui preso. A droga também fazia parte da minha vida; era maconha todos os dias'', lembra o jovem.
Por ser menor de idade, ficou um tempo em uma unidade educacional e depois começou a cumprir sua pena. ''Como estava em liberdade assistida, tive de começar a vir todos os dias aqui no projeto. No início não acreditava que pudesse mudar a minha vida. Mas hoje eu vejo a diferença. Voltei a estudar e além de aprender a estampar camisetas, aprendi a respeitar as pessoas.''
Se não fosse a oportunidade, Lucas acredita que não estaria vivo. ''Com certeza eu estaria morto ou na cadeia, como meu irmão. Agora eu sei que não quero isso para mim. Sonho em ter um trabalho, ser um motorista de ônibus, quem sabe? E sair por aí conhecendo o país'', diz ele, com um sorriso largo no rosto. (M.T.)





