Com a mudança, UEL poderá ter 67 cursos
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quarta-feira, 06 de agosto de 2003
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Mesmo com as mudanças que estão sendo estudadas pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, a Universidade Estadual de Londrina (UEL) mantém sua predominância em relação às outras quatro instituições estaduais e se consolida como a maior do Paraná. Conforme reportagem da Folha publicada ontem, o governo projeta extinguir a Universidade do Estado do Paraná (Unespar) e propõe a integração das faculdades isoladas às instituições
estaduais mais próximas de suas regiões.
De acordo com o projeto, ainda em fase de elaboração pela secretaria, a UEL incorporaria seis faculdades da região Norte, situadas nos municípios de Jacarezinho, Apucarana, Bandeirantes e Cornélio Procópio. Com isso, a universidade passaria a ofertar 67 cursos de graduação, contra os atuais 39. O número de alunos em graduação aumentaria de 13.368 para 21.477. Os cursos de mestrado também subiriam de 24 para 27.
A quantidade e a qualificação do corpo docente também seria afetada positivamente. O número atual de 1.461 professores passaria para 1.932, com acréscimo de 6% (de 70% para 76%) dos profissionais com titulação de mestres e doutores. O orçamento da UEL, R$ 139,7 milhões para 2003, é o maior entre as estaduais.
A Universidade Estadual de Maringá (UEM), que pela proposta anexaria as faculdades de Campo Mourão e Paranavaí, também teria alterações significativas, conforme os levantamentos oficiais. Com relação ao número de alunos, a UEM passaria de 11.129 para 15.914 alunos em graduação. O número de cursos oferecidos subiria dos atuais 43 para 63 cursos. O corpo docente também cresceria de 1.198 para 1.453 e o percentual de titulação (mestres e doutores) passaria de 76% para 84%. A UEM tem o segundo maior orçamento: R$ 112,1 milhões.
Na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), as mudanças também alterariam bastante os números, já que pela proposta a instituição integraria faculdades de Curitiba, Paranaguá e União da Vitória. Os cursos de graduação praticamente dobrariam, passando de 26 para 51. Em número de alunos, a universidade receberia mais quatro mil novos acadêmicos: dos atuais 8.099 para 12.494. O percentual de qualificação dos doscentes também subiria para 70%, com 950 professores (hoje está em 56%, com 645 professores). A UEPG tem um orçamento de R$ 55,5 milhões.
Já os números das universidades estaduais do Oeste (Unioeste), em Cascavel, e do Centro-Oeste (Unicentro), em Guarapuava, não se alteram com a proposta, pois ambas não deverão incorporar nenhum campus da Unespar.


