Com novas prisões ocorridas ontem à tarde, o 4º Distrito Policial, localizado na avenida Dez de Dezembro (zona sul), atingiu uma superlotação ainda não registrada: 80 presos nas celas com capacidade para apenas 30.
‘‘A situação é grave mas não podemos nos negar a receber presos, diante da nossa obrigação de dar segurança à comunidade. A situação é idêntica a um hospital que também não pode negar-se a abrigar um doente, mesmo que esteja superlotado’’, afirmou o delegado Jurandir Gonçalves André, responsável pelo distrito. Há três anos ele autuou em flagrante, por omissão de socorro, um médico e toda a portaria de um hospital, porque tinham se negado a atender um doente.
Jurandir disse que, apesar da situação de superlotação no DP, não haverá fuga ou rebelião. ‘‘Temos uma filosofia de trabalho em que buscamos conscientizar os presos de suas responsabilidades e buscamos tratá-los como seres humanos’’, garantiu. Ele diz se orgulhar de que em todos os DPs que chefiou nunca houve fuga de presos. Nos demais distritos (2º, 3º e 5º), também superlotados, o abrigavam 139 presos.

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