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. | Foto: Venilton Küchler/Sesa

O município de Ibiporã está enfrentando uma epidemia de dengue. De acordo com o boletim divulgado pelo pelo Setor de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde, no período de 29 de julho de 2018 até esta sexta-feira (17) foram 1.326 notificações registradas e 190 casos confirmados, todos autóctones, ou seja, contraídos no próprio município.

A incidência da doença está em 362,9 casos por 100 mil habitantes. Segundo parâmetro do Ministério da Saúde, um município enfrenta epidemia quando a incidência de casos chega a 300 por 100 mil habitantes. Ibiporã teve epidemias de dengue em 2011, 2013, 2014, 2015 e 2016. Em 2017, foram registrados 20 casos e, em 2018, seis casos.

Fatores como chuvas, continuidade do calor mesmo após o fim do verão e epidemias confirmadas em cidades vizinhas agravaram ainda mais a situação do município. “Temos no município a circulação dos tipos 1 e 2 da doença. Pessoas infectadas por subtipos diferentes em um período de seis meses a três anos podem ter uma evolução para formas mais graves da dengue”, apresenta a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Vanessa Luquini.

Segundo o coordenador de endemias, Aldemar Galassi, o descuido da população na eliminação da água parada em seus quintais e residências contribuiu para a proliferação do Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. “Noventa e nove por cento dos focos estão sendo encontrados nos quintais das casas, principalmente no lixo reciclável, vasos de plantas, piscinas, calhas”, aponta.

O mais grave, de acordo com ele, é que os ovos permanecem vivos por mais de um ano, ou seja, assim que recebem um pouco de água, se transformam no mosquito. “Mesmo com as temperaturas em declínio os cuidados com a dengue devem continuar. Os criadouros resistem por muito tempo, e a qualquer virada do tempo os ovos vão eclodir, virar larva e depois mosquito. Eliminar os focos é a recomendação que transmitimos diariamente. Em momento algum podemos relaxar no combate contra a dengue”, ressalta Galassi.

O coordenador afirma que o poder público tem feito a sua parte com ações contínuas de prevenção e combate à dengue, tais como ciclos de tratamento e remoção dos criadouros em 100% do território; trabalho de recuperação das casas vazias durante a semana aos sábados; bloqueio de casos, mutirões de limpeza, limpeza de fundos de vale, trabalhos educativos em escolas, empresas e igrejas e capacitação dos servidores de saúde para melhor notificação, diagnóstico e tratamento da doença.

Fumacê

Uma das técnicas de combate à infestação do mosquito Aedes aegypti é a utilização do UBV pesado, também conhecido como fumacê. Contudo, o Malathion, um dos inseticidas utilizados para este fim está em falta no Brasil. Segundo ofício encaminhado pela Sesa (Secretaria de Estado de Saúde) ao município, a secretaria recebe o produto do Ministério da Saúde, que o importa da Dinamarca. A previsão de entrega aos Estados para posterior redistribuição aos municípios é junho.

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