COLONIZAÇÃO - Comunidades dinâmicas marcaram Rolândia
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terça-feira, 28 de junho de 2011
Widson Schwartz <br> Especial para a FOLHA 
Rolândia - Aos 77 anos, contados desde 29 de junho de 1934, Rolândia comemora a fundação da cidade. As origens da povoação, porém, foram as comunidades rurais de alemães, admiravelmente disciplinadas, supridas de escolas, assistência religiosa e de profissionais. Tal dinâmica rural determinou um ''rimo lento'' da urbanização nos primeiros anos, segundo Orion Villanueva, autor de ''Rolândia, Terra de Pioneiros''.
Na gleba ocupada sob a coordenação de Oswald Nixdorf, ''litígios entre os colonos eram resolvidos por um tribunal arbitral'', segundo o Inventário e Proteção do Patrimônio do Acervo Cultural de Londrina (Ipac/Lda.). E Johannes Schauff já havia formado, em 1935, um ''centro religioso e cultural'' a sete quilômetros da futura cidade, relatou o historiador palotino padre Carlos Probst.
Por volta de 1936, corretores da Companhia de Terras Norte do Paraná (CTNP) determinaram uma nova área para a construção da igreja matriz e direcionaram a urbanização para uma zona que ainda não fora desmatada. Desde 1983, a data do aniversário é motivo de divergência.
Com tantas peculiaridades, Rolândia tem a comemorar ''o grande legado dos pioneiros'' paralelamente ao ''grande investimento'' em educação e cultura pela administração atual, diz a secretária da Cultura, Maria Luiza Muller. Quanto à discussão sobre a origem, não impede que a prefeitura restaure o marco oficializado em 1983, o Hotel Rolândia. A construção de madeira, recém-desmontada na Avenida Getúlio Vargas, será reerguida no pátio da estação ferroviária. A obra tem de ser iniciada em 30 de junho, prazo a que se condiciona a liberação de R$ 360 mil do Governo Federal para custeá-la, explicou Maria Luiza.
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Permanece na Avenida Getúlio Vargas o segundo hotel aberto no patrimônio. Era o Hotel Estrela, construído entre 1934 e 1935 ao lado do Hotel Rolândia. Segundo Orion Villanueva, eram o indicativo de muita gente chegando, mas havia um descompasso: ''não foi o desenvolvimento (urbano) de Rolândia tão rápido assim, porque o maior interesse estava baseado em se instalar uma estrutura agrícola estável ao passo que o patrimônio (...) ia melhorando em ritmo lento''.
Hotel Estrela, de José Ernst, que o administrava juntamente com a família, oferecendo ''tratamento de primeira ordem, quartos higiênicos e arejados a preços módicos''. A primitiva construção mantém a originalidade, até os detalhes no forro e denomina-se Hotel Pinheiro atualmente. Desde 1986 pertence a Zirde Marchezini e família.
Entre 1972 e 1998, o hotel teve ampliações de alvenaria na parte de trás e uma ala independente foi construída. Segundo Marchezini, com 49 quartos e clientela regular, é uma boa opção para viajantes que precisam trabalhar em cidades vizinhas. ''Com a rodovia duplicada, daqui ao Centro de Londrina é mais rápido do que sair de um bairro mais distante lá'', observa.


