Colônias são alternativa para garotada
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quinta-feira, 17 de julho de 1997
Edmara Michetti Londrina 
César AugustoÉ julhoCrianças da colônia de férias do Sesc-Aeroporto conhecem o Corpo de Bombeiros: divertimento e aprendizado no mês de recesso escolarO que fazer com toda a energia das crianças que ficam sem atividades e muitas vezes sem os amiguinhos durante as férias escolares? Muitos pais encontraram a resposta nas colônias de férias. Só na 15ª Colônia de Férias da Universidade Estadual de Londrina (UEL), que termina hoje, são 548 crianças e adolescentes que passaram a semana entre as mais variadas atividades recreativas.
Um outro grupo de 98 crianças participa até sexta-feira da colônia de férias promovida pelo Sesc-Aeroporto e outras dezenas estiveram na colônia do Colégio Marista. E ainda tem a colônia da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB) que começa na terça-feira e está com as inscrições abertas.
Aqui na colônia de férias é mais gostoso do que ficar em casa, diz Rafael Wesley Moreno, 11 anos. A preferência de Rafael, que participa do evento do Sesc-Aeroporto há três anos, se repete em todo o grupo. Em casa só fico vendo televisão, compara Rafael, que tem uma irmã de 19 anos e não tem amigos na vizinhança da sua casa. Ontem, Rafael e os outros 97 participantes da colônia do Sesc passaram a tarde no Corpo de Bombeiros, esclarecendo curiosidades. Atentas, as crianças, de 6 a 12 anos, conheceram toda a estrutura do Corpo de Bombeiros, desde o recebimento de um telefonema com a comunicação de um acidente até todo o trabalho de salvamento feito pelo Sistema Integrado de Atendimento ao Trauma e Emergências (Siate).
O que mais gostei foi ver como eles atendem rápido, diz Rafael. Na demonstração, Bruno de Souza Gaspar, 10 anos, representou um acidentado, sendo transportado na maca. Mas o que ele mais gostou mesmo foi ver os bombeiros escalando a parede. É legal ver descendo a parede. Parece homem-aranha, compara. As visitas incluídas na programação da colônia do Sesc, segundo o coordenador do grupo, Eron Gaspar, visam satisfazer a curiosidade das crianças. Nessa idade, tudo para eles é muito abstrato. Com a gente eles passam a ter uma noção de como as coisas funcionam na realidade, diz Gaspar. Hoje o grupo visita o Centro de Ginástica Olímpica Alceu Malucelli.
Na programação, segundo Gaspar, a equipe do Sesc coloca apenas atividades que não lembrem a escola. A colônia é o espaço para que eles extravasem tudo o que ficou reprimido durante as aulas, opina Gaspar. Considerando que muitos dos integrantes do grupo moram em apartamentos e acabam sem muito espaço, a colônia do Sesc trabalha com jogos mais conhecidos das crianças de outras épocas, como carrinho de rolemã, peteca e perna-de-pau. Eles adoram.
Entre as próximas atrações da colônia do Sesc, as crianças terão a tarde maluca, com uma guerra de farinha e água, a festa do esquisito, onde eles estarão fantasiados e, no último dia, o acampamento - a atividade preferida em todos as colônias. Oito pessoas, sendo seis funcionários do Sesc e dois monitores externos, trabalham nessa colônia, entre elas um profissional da área de saúde para casos de acidentes. Gaspar, que está na equipe há sete anos, não se lembra de nenhum acidente.
Na colônia preparada pela AABB, as crianças, de 5 a 12 anos, passarão as tardes entre jogos recreativos, passeios, pintura-modelagem, palestras educativas, jogos pré-desportivos, gincana, dança e acampamento. As inscrições devem ser feitas na secretaria da AABB, no bairro Aeroporto (zona leste). Associados da AABB pagam R$ 10,00 e não associados, R$ 20,00.


