Colônia polonesa comemora em Curitiba
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sábado, 30 de abril de 2011
Maigue Gueths <br>Equipe da Folha 
Maigue Gueths
Equipe da Folha
Curitiba - A colônia polonesa de Curitiba está em festa para comemorar a beatificação de Karol Wojtyla, o primeiro polonês a ocupar o trono de São Pedro e também o primeiro papa a visitar o Brasil. Em Curitiba, considerada a capital da colonização polonesa no Brasil, a beatificação do Papa João Paulo II foi aguardada com uma Vigília Sagrada, que se realizaria na noite de ontem, e que reuniria autoridades, religiosos e representantes da comunidade no Bosque que leva o nome do papa.
As comemorações continuam hoje, data da Divina Misericórdia. Às 10 horas o bispo dom Ladislau Biernaski celebra missa de ação de graças no Santuário da Divina Misericórdia, no bairro Umabará. A Missa do Trabalhador, rezada pelo arcebispo Dom Moacyr José Vitti, também vai ser dedicada à beatificação.
O presidente da Representação Central da Comunidade Brasil-Polônia no Brasil (Braspol), Rizio explica que a comunidade vinha acompanhando a tramitação da beatificação e a expectativa era de que o processo ainda demorasse alguns anos. A beatificação, na data de hoje, segundo ele, foi uma feliz coincidência, pois acontece no dia da Divina Misericórdia, que foi instituído pelo próprio João Paulo II, em função de revelação feita a Santa Faustina Kowalska, na década de 1930, na Polônia, quando Cristo pediu que a data fosse celebrada uma semana após a Páscoa.
Para os representantes da comunidade polonesa, a beatificação de João Paulo II é consequência da vida que ele levou. Ele representa muito para a comunidade, por ter o mesmo sangue polonês. Nos sentimos vinculados a ele e temos muito orgulho pela sua espiritualidade, por ser uma pessoa santa, avalia Luiz Antonio Rosa de Souza, vice-presidente da Sociedade União Juventus.
Ele é um exemplo de vida. Foi o primeiro papa que entrou em uma sinagoga, que visitou uma igreja dos muçulmanos, demonstrando que é possível conviver com ideias dife-rentes, diz Wachowicz. Mesma opinião tem Danuta Lisicki de Abreu, imigrante polonesa e coordenadora há 31 anos do Bosque e do Memorial da Imigração Polonesa existente no local. Ele foi o papa de todas as gentes. Saiu da Polônia, um país sofrido pela guerra, e nos deixou um legado fantástico de união dos povos e das religiões, afirma.
Para Danuta, a beatificação do Papa será um novo marco para Curitiba, um das cidades visitadas por ele em sua visita ao Brasil em 1980, e em especial para o Bosque do Papa, que foi inaugurado naquele mesmo ano, pouco depois de sua visita. No local, estão réplicas de casas dos imigrantes, incluindo uma casa de madeira, que foi abençoada pelo papa durante sua visita.


