O Departamento Penitenciário do Estado (Depen) pretende implantar uma guarda volante na Colônia Penal Agrícola, em Piraquara, Região Metropolitana de Curitiba, para melhorar as condições de segurança da unidade. O projeto, ainda em fase inicial, prevê que os próprios agentes penitenciários façam a guarda externa com o uso de cavalos. Isso ainda está em estudo, ‘‘mas auxiliaria em muito a segurança’’, afirmou Lauro Valeixo, coordenador do Depen, ao avaliar o resgate de nove presos da colônia que estavam recolhidos numa ala separada aguardando a suspensão do regime semi-aberto.
‘‘Foi determinação judicial que eles ficassem recolhidos na Colônia Penal Agrícola até que houvesse a revisão da pena deles. Apenas cumprimos a determinação’’, justificou ele, ao contar que por ser um local de pagamento da pena em regime semi-aberto, a Colônia Penal não possui muros ou segurança da Polícia Militar.
O resgate de presos aconteceu por volta das 21h30 de sábado. Cinco homens armados com metralhadoras, escopetas, pistolas automáticas e revólveres entraram dentro da unidade, renderam o carcereiro e abriram três celas onde estavam Ivanildo Sitorski, Flávio pereira Veloso, Gideão Andrade Santos, Juliano José Conceição, Márcio Teixeira Silva, Ricardo Marcelo Hoberto, Jeferson Jonas Procópio, José Alves Ortiz e Antonio Luiz dos Santos Pires. Segundo o diretor da Colônia Penal Agrícola, Ronaldo Bacellar, alguns agentes penitenciários afirmam que o alvo era soltar Ivanildo Sitorski, acusado de assalto.
Ontem, a Polícia Militar de Campo Largo conseguiu recapturar três dos fugitivos. Juliano José de Conceição, Ricardo Marcelo Hoberto e Márcio Teixeira da Silva foram presos em frente ao Fórum, no centro da cidade. Eles disseram que aguardavam a abertura do fórum para se entregar.
A Colônia Penal Agrícola tem uma área de 360 alqueires. De acordo com os dados divulgados recentemente pela Folha, entre os anos de 1998 e 1999, cerca de 86% dos detentos fugiram da unidade ou não regressaram para a cadeia depois do período de permissão para visitar a família. De janeiro a junho deste ano, 364 pessoas fugiram da unidade. Cerca de 50% do total de internos.

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