Colônia Coroados também não quer o aterro
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quinta-feira, 29 de abril de 2004
Camilla Rigi<br>Reportagem Local 
Moradores da Colônia Coroados, no Patrimônio Selva (Zona Sul), em Londrina, querem uma reunião com a empresa de engenharia que apontou os possíveis terrenos para a instalação do novo aterro sanitário da cidade. Assim como os moradores das outras áreas cotadas, Usina Três Bocas e distrito de Maravilha, na Zona Sul, eles também rejeitam sediar o aterro. A decisão foi exposta em uma reunião, na noite de anteontem, entre representantes da comunidade, secretaria municipal do Ambiente e da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU).
Segundo a moradora da colônia, Suzana Maria Rockenbach, a comunidade apresentou todos os malefícios que o aterro pode trazer. ''Tem torres de uma empresa de energia que podem ser corroídas pelos gases. E se o aterro atrair aves, isso pode provocar um blackout na região'', alegou.
Para adiar a decisão sobre a área, os moradores estão elaborando um abaixo-assinado pedindo que a audiência só seja relizada após a apresentação de estudos realizados por técnicos da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Ontem, o chefe regional do IAP, Ney Paulo, informou que os moradores têm um prazo de cinco dias úteis para apresentar ao órgão qualquer tipo de contestação. Depois disso será feita uma audiência pública. ''Há uma preocupação em sermos rápidos, pois estudos apontam que o atual aterro tem vida útil de mais nove meses. Mas, o processo não será feito na correria'', afirmou. (colaborou Chiara Papali)


