Colombo faz campanha para racionalizar água
Giovani Ferreira
De Curitiba
A prefeitura municipal e a Associação de Produtores Rurais de Colombo devem iniciar na próxima semana uma campanha de conscientização da população para o uso racional da água. A idéia é mostrar para a Sanepar que existe a possibilidade de paralisar as obras do Aquífero Karst, sem que isso prejudique o abastecimento da zona urbana do município. Na semana passada, a Sanepar informou que pode faltar água no município se a exploração do Karst for suspensa.
Antonio Ricardo Milgioransa, secretário de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente de Colombo, acredita que a racionalização espontânea pode causar uma redução de 20% no consumo de água. Uma reunião que acontece amanhã, entre os representantes dos produtores, de entidades ambientais envolvidas no assunto e a prefeita Izabete Pavin, deve definir os detalhes da proposta, que na sequência será divulgada para a população.
Os idealizadores da campanha sugerem à Sanepar que paralise as obras, garantindo o abastecimento por conta da racionalização, até que seja concluído o Eia-Rima (estudo de impacto ambiental). Além da mobilização de alguns segmentos organizados da sociedade, a Sanepar ainda enfrenta uma ação civil pública, que tramita no Fórum de Colombo, onde os autores solicitam que a exploração seja suspensa por determinação judicial.
O Movimento de Defesa e Preservação do Aquífero Karst vem denunciando nos últimos meses os danos causados com o processo de exploração da água subterrânea. Eles reclamam que as obras estão secando os rios e açudes da região. As pessoas que integram o movimento cobram da Sanepar o Eia-Rima, destacando esse estudo como ponto fundamental para a continuidade das obras. Por outro lado a Sanepar coloca que o Eia-Rima só pode ser concluído depois da exploração experimental, com a realização de vários testes, como vem sendo feito atualmente com os poços que já estão abertos.
As mobilizações e protestos dos produtores foram intensificadas em setembro, quando por falta de água eles começaram a enfrentar dificuldades para o plantio da safra de verão. Nos últimos 30 dias o movimento ganhou o apoio da maioria dos vereadores da Câmara Municipal e da Prefeitura de Colombo.





