Stress ou o salário que acaba antes do fim do mês são preocupações menores no expediente de certas pessoas. A FOLHA entrevistou profissionais que atuam em situações de violência e vulnerabilidade, arriscando a própria vida, e mesmo assim seguem em frente. O motivo, explicam, é a satisfação única proporcionada no dia a dia: a sensação de fazer alguma diferença na vida de quem precisa.

Iracema Pereira Rosa tem 53 anos, e há 13, atravessa diariamente a cidade para chegar ao Jardim União da Vitória IV (Zona Sul), onde fica a Unidade de Saúde Básica Orlando Cestari. Lá, ela atua como auxiliar de enfermagem e faz visitas pelo bairro na companhia de duas agentes comunitárias - o que já lhe rendeu situações de extremo risco. Certa vez foi visitar uma casa, cujo vizinho era novo na comunidade. ''Ele pediu para que entrasse e colocou um revólver na minha cabeça. Ele achou que eu estava lá para contar à mãe que seu irmão estava com Aids'', comenta.

Além de Iracema, a FOLHA conversou com um professor, uma assistente social da Maternidade Municipal Lucilla Balallai e uma agente do Centro de Referência Especializado em Assistência Social (Creas I). Todos já experimentaram o medo, a insegurança e a ameaça no ambiente de trabalho, mas nenhum deles desistiu. Saiba mais na matéria de Micaela Orikasa.

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