Aproveitar fatos cotidianos, reportagens, notícias e casos de pessoas próximas podem ser ótimas formas de abordar o tema, conforme orientação da psicóloga Carina Paula Costelini. ''É muito importante que os fatos sejam colocados de forma coerente e realista, sem ameaças ou exageros. Pode-se falar, inclusive, sobre os efeitos positivos imediatos, alertando de todas as graves consequências posteriores. Também deve-se falar sobre a questão da influência do grupo social, pressão e status, buscando preparar a criança para enfrentar com segurança essas situações'', complementa.
Amizades suspeitas
Tanto Carina Costelini como a também psicóloga Simone Oliani recomendam atenção redobrada quando os pais suspeitam que amigos do filhos possam estar envolvidos com drogas. ''É importante buscar conhecer os amigos e as famílias, trazê-los para perto, observar seus padrões de comportamento'', diz Carina. ''Lembre-se que uma das formas de aprender é copiar modelos, principalmente na pré-adolescência e na adolescência, em que o grupo social torna-se refêrencia. Então, deve-se cuidar muito das companhias e dos hábitos que os filhos estão apresentando'', acrescenta.
''Converse francamente com o filho. Fale sobre as suas preocupações, instrua-o sobre os fatores de risco, como por exemplo, pegar carona com alguém com estado de percepção alterado, ou a pressão do grupo para o consumo. Incentive-o a fazer novos amigos e outras atividades que possam atuar como fatores de proteção: esporte, lazer, espiritualidade'', aconselha Simone. (M.R.)

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