Motoristas e motociclistas prestem bem atenção: sempre que forem cruzar a Rua Bolívia com a Rua Uruguai, na Vila Brasil, Região Central de Londrina, parem e respeitem a preferencial. O muro da casa onde vive a aposentada Nélida Del Carmen Lafrano, na Rua Bolívia, 206, já não aguenta mais trombadas.
Ontem pela manhã, um acidente envolvendo um Celta e um Clio destruiu o muro que acabara de ser reconstruído no fim de semana. A tinta verde ainda estava fresca quando o Clio encontrou o concreto, atrapalhando o desjejum da família. ''Com este já são oito acidentes em 15 dias'', contabilizou Nélida, contando que os dois últimos aconteceram na manhã da última sexta e na tarde de sábado.
''O pedreiro trabalhou sábado e domingo para erguer o muro que ele terminou de pintar ontem (anteontem)'', lamentou a aposentada, que já perdeu as contas de quantos carros já invadiram o terreno dela desde a instalação de um semáforo na esquina da ruas Colômbia e Uruguai. ''Todo mundo que vem pela Uruguai entra na Bolívia pensando que está na preferencial, enquanto o pessoal que vem pela Bolívia, por estar na preferencial, corre demais'', explicou a dona de casa, que vive na casa há 15 anos com um dos filhos.
''Minha filha pediu que me mudasse mas gosto daqui'', declarou Nélida, lembrando que no início costumava anotar todas as batidas, mas hoje já perdeu a conta de quantas vezes precisou reerguer o muro. ''Até bicicleta já trombou na frente de casa'', brincou.
Na manhã de ontem, o erro foi do motorista do Celta, que admitiu não ter respeitado o sinal de pare estampado no asfalto e numa placa na Rua Uruguai. Ele preferiu não dar entrevistas, mas comentou que estava atrasado e precisava correr para levar a sogra em uma consulta médica. Com a batida, que atingiu o lado do passageiro, a sogra sofreu uma fratura leve e teve de ser encaminhada ao hospital pelo Siate.
Nenhum motorista sofreu ferimentos, mas o prejuízo material foi grande, já que a frente do Clio também ficou destruída. A condutora, que preferiu não se identificar, contou que seguia pela Rua Bolívia a caminho do Hospital Universitário, onde trabalha, e não viu o Celta cruzar a rua. ''Não deu tempo de frear'', disse a moça, que já havia sofrido um acidente semelhante na mesma rua tempos atrás. ''Ele assumiu a culpa e me pediu desculpas. Viu que estava errado'', comentou.

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