Imagem ilustrativa da imagem Coletores de lixo resolvem voltar ao trabalho
| Foto: Gina Mardones
Dezenas de funcionários ficaram em frente à empresa pela manhã



Os coletores de lixo de Londrina paralisaram as atividades na quarta-feira (31), durante o dia todo, depois que um deles foi demitido. Cerca de 65 funcionários permaneceram em frente ao portão da empresa, na zona leste. Tudo começou porque dois funcionários foram suspensos por terem batido o cartão ponto para almoçar, mas continuaram trabalhando, o que configura falta grave, segundo as leis trabalhistas.

Segundo nota enviada pela empresa, um terceiro funcionário ficou inconformado com a punição e teria ameaçado o pessoal administrativo. "A empresa, dentro dos parâmetros legais, dispensou o colaborador. Mesmo tendo sido feita a dispensa no horário da manhã, ele se negou a sair da sede da empresa e ficou coagindo outros funcionários que voltavam do setor a fazer uma paralisação", diz a nota enviada pela empresa Paviservice.

O funcionário demitido afirma que a medida seria em represália à paralisação realizada no dia 21 de agosto em função da falta de pagamento de um abono de R$ 100 e das más condições de trabalho. Segundo ele, um caminhão e uma equipe de coleta foram retirados da escala, aumentando a rota a ser percorrida diariamente – de 40 para 60 km. "Sempre trabalhamos com 17 caminhões e agora esse número diminuiu e mandaram 6 funcionários embora", apontou.

"A informação de que houve aumento do trecho percorrido é mentira. Pode ser que tenha aumentado 5 km de um lado ou de outro, mas tudo dentro dos parâmetros legais, conforme acordo celebrado no Ministério Público do Trabalho", rebateu o presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), José Carlos Bruno.

De acordo com a assessoria de imprensa da companhia, com a redução de um caminhão, foi determinado que não haveria coleta nos feriados que caíssem no meio de semana. Outra medida adotada foi o aumento da capacidade de carga dos caminhões que atendem os distritos, para evitar que eles fizessem mais viagens.

Um coletor reclamou que a quantidade de equipamentos de proteção individual, como luvas e botas, é insuficiente e que os caminhões estão com as setas quebradas e as buzinas também apresentam falhas. "A CMTU fiscaliza os veículos regularmente e notifica quando constata qualquer irregularidade", garantiu Bruno. Segundo a companhia, a fiscalização da prestação dos serviços é realizada rotineiramente, assim como a entrega dos Epis.

A presidente do Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação), Izabel de Souza, se limitou a dizer que os salários e a entrega dos EPIs estão em dia.

A Paviservice afirmou que os R$ 100 e uma bonificação extra estão sendo depositados junto com o tíquete no dia 1º de setembro. A CMTU informou que a empresa foi notificada para que a coleta seja retomada. O descumprimento implica em multa, a qual será calculada mediante o período paralisado. O contrato prevê 0,33% sobre a média coletada na prestação de serviço do dia da semana. A CMTU aponta que são coletadas cerca de 10.500 toneladas de lixo por mês. A coleta de quarta-feira é realizada em vários bairros. No final da tarde, após uma reunião com representantes da empresa, os coletores resolveram voltar ao trabalho.

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