Reunião realizada ontem pela manhã na Subdelegacia do Trabalho (DRT) não afastou possibilidade de greve entre os 95 funcionários da empresa Fossil Saneamento Ltda, responsável pelo recolhimento de lixo em Londrina, a partir da próxima quarta-feira. A oferta de reposição salarial de 5,05% não agradou os diretores do Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação de Londrina (Siemaco), da Federação dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação do Paraná (Feaconspar), e do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários (Sintrol) representante dos motoristas , que reivindicam índice de 15%, ou um mínimo de 8,57% para abrir negociação.
A presidente do Siemaco, Isabel Aparecida de Souza, avaliou que a reunião não deve reverter a decisão aprovada na última assembléia da categoria de iniciar greve por tempo indeterminado a partir de 1 de março. ''Eles já queriam iniciar a paralisação na última assembléia, mas existem trâmites legais que devem ser cumpridos''.
O diretor operacional da Fossil Ltda, Luis Alberto Maia, reconheceu que a proposta da empresa não apresenta ganho real para os trabalhadores, mas afirmou que o índice de 5,05% repõe integralmente a inflação de 2005 e cumpre as obrigações da convenção coletiva do ano passado. Ele considerou remota a possibilidade de greve. Por precaução, porém, afirmou que vai solicitar à diretoria de planejamento a análise de alternativas para manter o serviço caso a paralisação seja deflagrada.
A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), que gerencia o contrato entre o poder público e a empresa Fossil, foi convidada para participar da reunião mas não enviou representantes.

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