Os 1.200 motoristas e cobradores de ônibus de Foz do Iguaçu podem entrar em greve hoje. A possível paralisação seria decidida em assembléia geral da categoria marcada para as 20 horas de ontem.
Os 120 mil usuários do transporte coletivo do município podem ficar sem ônibus por tempo indeterminado, conforme informações do presidente do Sindicato dos Rodoviários, Dilto Vitorassi que, até o final da tarde de ontem, ainda tentava negociar com a Prefeitura e empresários do transporte coletivo.
Os trabalhadores estão reivindicando reajuste salarial de 10%, mais 8% de aumento real e produtividade. As empresas ainda não apresentaram nenhuma contraproposta e estão condicionando o reajuste aos trabalhadores ao aumento na tarifa do transporte coletivo, hoje fixada em R$ 0,60.
O vice-prefeito e secretário de Viação e Obras, Paulo Mac Donald Ghisi, não aceitou pedido de reajuste feito pelas empresas, que alegam prejuízos de até R$ 0,13 para cada usuário, dependendo da extensão das linhas. No início da noite, Ghisi e o prefeito Harry Daijó (PPB) tentavam uma saída para evitar a paralisação.
De acordo com levantamento feito pela própria Prefeitura, a empresa Transportes Salto de Pirapora (TSP) tem custo operacional mais alto, fixado em R$ 0,73, enquanto a Irmãos Rafagnin necessita de uma tarifa de R$ 0,64 e a Viação Itaipu precisaria ter tarifa fixada em R$ 0,72 para cobrir custos. Somente a Transbalam apontou saldo positivo com a tarifa de R$ 0,60.
Segundo os empresários, o reajuste mínimo reinvindicado para a tarifa é de 16%, que aumentaria a passagem de R$ 0,60 para R$ 0,70.

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