O prefeito Nedson Micheleti (PT) sancionou ontem o projeto de lei que transfere as atribuições da Autarquia Municipal do Ambiente (AMA) para a Companhia Municipal de Transporte e Urbanização (CMTU). A emenda da Câmara que municipaliza o serviço de coleta seletiva de lixo foi mantida.
Defensor da tercerização tanto da coleta normal quanto da reciclável, o prefeito afirmou que acatar a emenda foi uma decisão política. A falta de recursos e de pessoal eram os principais argumentos do Executivo para terceirizar também a coleta seletiva.
Micheleti disse que a municipalização vai dificultar e retardar a ampliação do serviço para toda a cidade, por falta de dinheiro. Ele argumentou que, de imediato, seria necessária a compra de dois caminhões, num total de R$ 150 mil, e a contratação de pessoal. O prefeito não soube precisar quando a prefeitura vai adquirir os veículos. Quanto ao pessoal, Micheleti disse que tentará remanejar o máximo de servidores possível. ‘‘Mas para algumas funções teremos que contratar, como o de motorista’’, afirmou.
A discussão sobre municipalizar ou manter a terceirização do serviço de coleta, transporte e destinação do lixo de Londrina ainda está emperrada. Os prazos para o processo de licitação já estão comprometidos e segundo o presidente da CMTU, Wilson Sella, terá que ser feito um contrato emergencial para a cidade não ficar sem o serviço após o dia 9 de julho, quando vence o contrato com a Vega Engenharia Ambiental.
‘‘Ainda não sabemos se o contrato será feito com a própria Vega ou outra empresa’’, disse. O edital de licitação deveria ter sido publicado em 10 de abril e ainda não foi. Sella afirmou que depende da revogação da lei que proíbe a terceirização do serviço. O projeto de lei foi retirado de pauta na Câmara e ainda não voltou a ser discutido.

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