Coleta seletiva de lixo chega à zona oeste de Londrina
Os moradores de 33 bairros da zona oeste de Londrina começaram ontem a participar do projeto de coleta seletiva de lixo. A Autarquia do Meio Ambiente (AMA) acredita que com a ampliação, mensalmente serão recolhidos 180 toneladas de lixo. A novidade nesta região é que todo o lixo coletado está sendo encaminhado para um barracão, onde o trabalho de triagem e comercialização é feito por moradores do assentamento João Turquino e Parque Universidade.
A coleta de lixo reciclável (papel, plástico, metal, vidro, entre outros) teve início na área central e em julho foi estendido para a região centro-sul. Em dias determinados, um caminhão da AMA passa pelas ruas recolhendo o lixo reciclável, que deve estar separado do orgânico (restos de alimentos). O caminhão da autarquia é equipado com um sino, que avisa os moradores da passagem. Com exceção do quadrilátero central, onde o caminhão passa à noite, nas outras regiões, a coleta é realizada durante o dia. Neste terceira etapa, que teve início ontem, a participação da população superou a expectativa, segundo um dos coordenadores do programa, Elsoni Delavi. Hoje (ontem) não ficou nenhuma rua sem fazer a coleta. Os moradores já estavam esperando o caminhão passar, relata. Na zona oeste vivem cerca de 40 mil pessoas.
Delavi acredita que o trabalho de conscientização que teve início há um mês ajudou o programa a ser bem aceito pela população. Palestras sobre o assunto foram feitas nas escolas da região e panfletos foram distribuídos aos moradores.
Todo o material coletado está sendo encaminhado a um barracão construído no parque Universitário, pela Associação dos Amigos do parque Universitário 1 e 2 e Adjacências. Delavi explica que 15 moradoras do assentamento João Turquino estão fazendo todo o trabalho de triagem e comercialização do lixo. Esta parceria é uma forma de ajudar as pessoas carentes também, observa.
O lixo coletado em outras regiões da cidade é levado para a Central de Reciclagem de Entulho (zona sul). O presidente da AMA, Mauro Maggi, explica que o lixo é separado no local e comercializado. Toda a renda é revertida a instituições de caridade.
Maggi ressalta que a coleta seletiva, além de ser vantajosa para a preservação do meio ambiente, é importante porque aumenta a vida útil do aterro sanitário. Ele informa que nos próximos dias deverá ter início a quarta etapa da coleta, provavelmente na zona leste.
Segundo Maggi, o programa de coleta receberá um reforço nos próximos dias, quando 35 contêineres serão espalhados pela cidade. Chamado de Posto de Entrega Voluntária (PEV), o contêiner terá divisórias para receber diferentes tipos de material. O PEV será colocado em locais de grande concentração de pessoas, como em escolas.Josoé de CarvalhoTriagemMoradores da zona oeste fazem a separação do lixo coletado na cidade: dinheiro arrecadado é dividido entre elesLucilia Okamura





