Um mês após a instalação dos Postos de Entrega Voluntária de lixo seletivo (PEV), 14 toneladas de lixo reciclável foram coletadas em Londrina. O projeto, segundo a Autarquia do Meio Ambiente (AMA), mesmo com pouca divulgação, obteve um forte apoio da população. ‘‘A sociedade está ficando mais consciente e educada’’, disse o presidente da AMA, Mauro Maggi. Para ele, os PEVs servem como um estímulo para que o cidadão mude de hábito e entenda a importância da reciclagem.
Dorico da SilvaEliane Kemmer: ‘‘Temos que reciclar o lixo’’Foram instalados 35 PEVs na cidade, principalmente na região central. Segundo a AMA, é no Centro onde estão os maiores índices de coleta voluntária do lixo. ‘‘Papéis e plásticos, principalmente as garrafas de refrigerante, são o lixo mais coletado pelos PEVs. Apesar de não terem um peso maior é grande a quantidade depositada’’, explica Maggi. A AMA estuda a implantação de novos PEVs em outras bairros. ‘‘Já fizemos várias reuniões com as associações de bairro da zona norte para a colocação dos postos’’, disse.
Dorico da SilvaVanessa Lacquaneti: ‘‘Não sei para que serve’’A coleta dos PEVs é feita uma vez por semana pela AMA. ‘‘Em alguns casos, na região central, a coleta é diária, pois há excesso de lixo’’, afirma o presidente da autarquia. Após a coleta, todo o lixo é encaminhado para uma central de triagem, onde é feita a seleção e compactação dos vários tipos de lixo reciclável, para ser posteriormente entregues ao Provopar. O material é redistribuído para entidades assistenciais.
Para a professora da UEL e presidente da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária (ABES), Sandra Márcia Cesário Pereira da Silva, falta uma divulgação maior do projeto do PEV. ‘‘É uma questão de consciência mesmo. É preciso esclarecer a população um pouco mais. Eu não tenho visto ninguém depositando lixo nos latões’’, disse.
Dorico da SilvaLuis Milhorine: ‘‘Nunca joguei nada aí dentro’’Mesmo com a quantidade arrecadada, a população ainda ignora os PEVs. Em cerca de uma hora em que a reportagem da Folha ficou na frente de um PEV no Calçadão, apenas uma pessoa jogou lixo no reservatório. ‘‘Não sei para que serve’’, disse a auxiliar-administrativa Vanessa Rossi Lacquaneti. O vendedor Luis Carlos Milhorine é outro que não utiliza o posto. ‘‘Sei que é para colocar lixo, mas nunca joguei nada aí dentro’’, disse.
Já para a comerciante Eliane Kemmer, a idéia e boa, apesar de também jamais ter utilizado o PEV. ‘‘É o correto. A pessoa tem que ter consciência e reciclar o lixo’’. O segurança Osias Florêncio Freire utilizou o PEV pela primeira vez. ‘‘Por que jogar o lixo no chão se existe um latão ao lado ? Basta se acostumar ’, disse.
Cada PEV custou R$ 2.098. Os recipientes foram comprados prontos de uma metalúrgica em Pelotas (RS). O investimento total do projeto foi de R$ 110 mil - R$ 75 mil de recursos da União a fundo perdido e R$ 35 mil da prefeitura. Os recursos foram repassados pela Caixa Econômica Federal (CEF), responsável por fiscalizar a implantação do projeto aprovado.Dorico da SilvaRecipienteForam instalados 35 postos de coleta, a maioria na área central da cidade. AMA estuda ampliação do serviçoMauricio Della Barba

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