Um dos suspeitos da morte do menino Luis César Lourenço, o pedreiro João Ferreira da Silva, não compareceu para a coleta de material a ser enviado para exame de DNA, na última terça-feira. Segundo o delegado Edson Casagrande, responsável pela investigação do crime, está previsto para hoje, às 14 horas, o comparecimento do suspeito ao 5º Distrito Policial.
‘‘No horário definido para ele vir, na terça-feira, recebemos o comunicado de que o advogado dele havia viajado e que só o traria amanhã (hoje)’’, explicou o delegado. Assim que comparecer ao distrito, o pedreiro será encaminhado a um hospital da Cidade, acompanhado de policiais e peritos criminais, para coleta de sangue que será enviado à Universidade de Mogi das Cruzes (SP).
Junto com o material coletado, serão enviados a Mogi os restos mortais de Luis César, também para exame de DNA. O material já encaminhado não pôde ser aproveitado, segundo Casagrande, por estar muito deteriorado. ‘‘O Instituto Médico Legal de Londrina possui mais materiais, retirados por ocasião da exumação do corpo’’, esclareceu o delegado. Ele mesmo pretende viajar para Mogi amanhã, ou na segunda-feira de madrugada, para levar o material.
O corpo de Luis César, de 11 anos, foi encontrado na mata do jardim Paraíso (zona norte) no dia 29 de janeiro de 1995. Ele havia desaparecido de casa dois dias antes. Além de João Ferreira da Silva, consta como suspeito do crime o tio do garoto, Jair Moreira. O menino havia saído de casa para se encontrar com o tio, que estava caçando na mata. Jair Ferreira se nega a fazer o exame de DNA.
As investigações da morte do menino foram marcadas por sucessivos erros técnicos por parte da polícia. Para coletar informações mais precisas foi necessária a exumação do corpo, que foi analisado por peritos do Instituto Médico Legal de Brasília. Eles indicaram que o menino foi morto por estrangulamento.
(Benê Bianchi)

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