Em Alvorada do Sul (Norte), a falta de recursos também compromete a segurança ambiental do local que o secretário de meio ambiente e sanitarista Helio Bonafini chama de aterro controlado. ''Aterramos o local esporadicamente, mas não há camada de proteção do solo, tratamento do chorume ou queima do gás decorrente da decomposição'', informa.
Outro problema é a falta de um programa eficiente de coleta seletiva. Apenas 20% do material reciclável produzido pela população é separado. ''O aterro tem capacidade para mais dez anos, porque o volume de lixo é muito grande. Se houvesse reciclagem e compostagem de material orgânico, o local poderia ser utilizado por cem anos.''
Há dois anos, a administração municipal foi contemplada por um convênio com o governo federal que prevê destinação de R$ 120 mil para readequação do aterro. ''Estamos esperando a liberação do dinheiro'', diz.
Enquanto isso, restam medidas paliativas para tentar minimizar os danos. ''Temos jogado terra para diminuir o problema da combustão espontânea, mas não conseguimos fazer com regularidade.'' (C.A.)

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