Arquivo FolhaColeta aumentou 30% em agosto, quando passou de 44 para 57 t/diaA coleta seletiva teve um crescimento recorde de 30% em Curitiba durante o mês de agosto. O aumento, o maior dos últimos oito anos, é relativo à média dos últimos dois meses, quando foram intensificadas as campanhas de incentivo à separação do lixo reciclável nas residências. ‘‘A participação da população aumentou de 44 para 57 toneladas a carga diária dos caminhões do programa Lixo que não é Lixo’’, informa o prefeito Cassio Taniguchi. A quantidade gerada por mês chega a 1,4 mil toneladas - o suficiente para lotar sete aviões cargueiros do tipo Boeing 747.
‘‘O ideal é que sejam levados para a reciclagem 40% de todo o lixo gerado na cidade. O percentual, hoje, ainda é de 15%’’, calcula. ‘‘A reciclagem é importante, entre outros motivos, porque proporciona 74% menos poluição do ar e 35% da água’’, enfatiza o secretário municipal do Meio Ambiente, Sérgio Tocchio.
Na análise do gerente de coleta da Limpeza Pública, Edélcio Marques, o aumento na separação do lixo reciclável foi verificado logo na terceira semana de junho. ‘‘O acréscimo inicial foi de 5,7%, em relação à média semanal dos últimos cinco meses’’, compara. ‘‘Durante o mês de julho, o crescimento foi de 16,9%, apesar de ser um mês em que parte da população sai da cidade em férias’’.
Com 440 mil metros quadrados - o equivalente a 62 campos de futebol do tamanho do Estádio do Pinheirão, o Aterro da Caximba, para onde vai o lixo coletado em Curitiba, começou a funcionar em 1989 e, dentro de dois meses, terá esgotado a sua primeira fase de operação. Nos últimos oito anos, o complexo recebeu quase 3,2 milhões de toneladas de lixo, que ocuparam cerca de 30% da área total.
De todo o material recolhido diariamente, a Prefeitura vende cerca de 40 toneladas para 20 depósitos credenciados, que por sua vez repassam para as indústrias de reciclagem. O restante vai para uma usina de separação, mantida pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Fundação de Ação Social (FAS), no município de Campo Magro. ‘‘A usina separa 360 toneladas de resíduos por mês, que são vendidos para indústrias de reciclagem’’, informa o gerente da unidade, Marcelo Gomes.
O papel é vendido a um preço médio de R$ 0,10 o quilo. O vidro vai direto para as indústrias vidreiras, vendido a R$ 0,01 o quilo, para ser transformado em novos produtos. Da mesma forma, o plástico é repassado diretamente às indústrias de reciclagem, por um preço que varia entre R$ 0,12 e R$ 0,25 o quilo. Já o alumínio é vendido por R$ 0,60 o quilo, e a sucata de ferro por R$ 0,07.

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