Proprietários de chácaras de condomínios à margem do reservatório da Hidrelétrica de Capivara, em Primeiro de Maio (61 km ao norte de Londrina), estão insatisfeitos com a suspensão do serviço municipal de coleta de lixo no local há três semanas.
A suspensão atinge aproximadamente 250 casas nas imediações do lago, a maior parte moradias temporárias usadas somente durante o verão. ‘‘O problema é mais grave porque coincide com o período em que os proprietários vêm’’, diz o empresário Édno Moreira Gonçalves, 52 anos, que tem casa do Condomínio Sonho Dourado, um dos nove da região.
O prefeito Paulo Tódero (PSDB), que não conseguiu se reeleger, admite que o recolhimento foi suspenso em decorrência da falta de recursos no cofre municipal para consertar um dos caminhões que fazia a coleta.
‘‘Por enquanto não temos como consertar este veículo e acabamos priorizando a área urbana na coleta’’, justifica. Quando estava em operação, o caminhão circulava duas vezes por semana nos condomínios. Para evitar o acúmulo de lixo e a proliferação de insetos, os condôminos do Sonho Dourado decidiram fretar semanalmente um caminhão por R$ 50,00. ‘‘Isto não é justo, afinal já pagamos IPTU’’, frisa Gonçalves. De acordo com o prefeito, não há previsão para a volta do serviço. ‘‘São seis quilômetros da cidade. O gasto é muito grande’’.
Tódero tem um fim de mandato atribulado. Além deste problema, a atual administração estaria com problemas para honrar o pagamento dos funcionários da prefeitura, segundo Ismael Benito Pereira, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Primeiro de Maio.
A entidade estima que a prefeitura tenha que desembolsar R$ 300 mil para saldar salários de alguns funcionários comissionados, da área da saúde e da administração. No final da tarde de ontem, Pereira acreditava que a revolta dos funcionários poderia gerar ainda hoje uma manifestação em frente à prefeitura.

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