Maurício Borges
O secretário de serviços urbanos de Apucarana, Silnei Bolonhese, anunciou no início da semana que o serviço de varrição e coleta de lixo na cidade deverá estar normalizado no prazo de 30 dias. A prefeitura assumiu o serviço há 6 dias, depois que a Construfert, empresa contratada para executar a coleta, abandonou a atividade por falta de pagamento.
‘‘Esta situação nos pegou de surpresa e sem os equipamentos apropriados o serviço tem sido deficiente’’, reconhece Bolonhese, informando que a coleta está sendo realizada com 10 caminhões do tipo caçamba. Segundo ele, enquanto um caminhão coletor/compactador tem capacidade para transportar até 11 toneladas de lixo, um caminhão caçamba leva apenas 2 toneladas. ‘‘Assim os caminhões precisam interromper o itinerário a todo momento, para levar a carga ao depósito de lixo’’.
Ainda esta semana a prefeitura deve receber o primeiro de um total de três caminhões coletores que estão sendo locados para a execução do serviço. ‘‘Meu antecessor firmou contrato, terceirizando a coleta do lixo por vários anos, e chegava a gastar R$ 250 mil por mês pelo serviço’’, diz o prefeito Carlos Scarpelini (PPB), garantindo que a partir de agora a prefeitura vai manter a coleta do lixo a um custo médio de R$ 60 mil/mês.
Diretores da Construfert reiteraram segunda-feira que, além da dívida anterior a 1997, no valor de R$ 2 milhões, a prefeitura está devendo mais R$ 1,2 milhão. ‘‘Se os atrasados forem pagos, retomamos a coleta de lixo imediatamente’’, reafirmou o diretor administrativo da Construfert, João Batista da Silva, acrescentando que o contrato de terceirização, assinado na gestão do ex-prefeito Valter Pegorer ainda tem mais três anos de validade.

mockup