Coleta de lixo deve mudar em Curitiba e mais 14 cidades
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quarta-feira, 09 de setembro de 1998
Adriana Ribeiro 
A Região Metropolitana de Curitiba deve implantar nos próximos dois anos, um novo sistema de coleta de lixo. A idéia vem sendo estudada pela Coordenação da RMC (Comec) e quinze municípios da Grande Curitiba. Vários modelos estão sendo avaliados, mas segundo o coordenador do Projeto de Resíduos Sólidos Urbanos da Comec, João Carlos Fernandes, provavelmente o sistema escolhido será o de coleta mecanizada, que já é desenvolvido em outros países, como a Austrália.
A experiência australiana foi apresentada ontem a representantes de alguns dos municípios, por Eric Love, especialista em resíduos sólidos. Ele coordenou o 4º Seminário de Desenvolvimento Técnico dos Serviços de Limpeza Pública do Sistema Regional de Transferência.
O evento aconteceu pela manhã, e à tarde os participantes fizeram visitas ao Departamento de Limpeza Pública e à Usina de Reciclagem da Prefeitura de Curitiba. Além do sistema mecanizado, Love falou sobre as tecnologias avançadas que a Austrália possui desde a coleta até o destino final do lixo.
O novo sitema de coleta para a RMC vem sendo estudado há três anos. Até dezembro, ele deverá ser apresentado para os prefeitos de Mandirituba, Fazenda Rio Grande, São José dos Pinhais, Campina Grande do Sul, Piraquara, Pinhais, Quatro Barras, Colombo, Campo Magro, Almirante Tamandaré, Campo Largo, Araucária, Curitiba, Itaperuçu e Rio Branco do Sul. A adesão não será obrigatória.
O técnico da Comec explica que o sistema mecanizado prevê a instalação de pequenos contêineres em cada residência, dispensando o uso de sacos de lixo. Na passagem do caminhão coletor, o equipamento é acoplado mecanicamente, fazendo a transferência dos resíduos. Segundo João Fernandes, o sistema é mais higiênico e barato. Além de cada caminhão precisar de apenas um funcionário, a coleta pode acontecer em espaços maiores de tempo. Mesmo assim, ele garante que não haverá demissão de trabalhadores.
A economia no desenvolvimento do serviço também não deverá chegar ao bolso da população. Isso porque, de acordo com Fernandez, dentro de aproximadamente três anos, estará esgotada a capacidade do aterro da Cachimba, que recebe o lixo produzido em Curitiba e outros doze municípios da região. Com isso, deverá ser construído um novo aterro, que será instalado na área rural de Rio Branco do Sul, que fica mais distante do que o utilizado hoje.


